
A família da jovem manicure Pâmela Marques do Carmo, de 28 anos, vive dias de aflição desde o desaparecimento da jovem, ocorrido em 6 de novembro, em Araraquara (SP). Ela foi vista pela última vez saindo de casa, no Jardim Dumont, na garupa de uma motocicleta contratada por aplicativo, com destino a Ibaté, município vizinho localizado a cerca de 30 quilômetros.
A Polícia Civil já abriu investigação e ouviu o motociclista responsável pelo transporte. Ele relatou aos investigadores o trajeto realizado e o ponto exato onde deixou a jovem.
Os últimos passos de Pâmela
Segundo a mãe, Elisangela Marques, a filha deixou o salão de beleza onde trabalha, no bairro Maria Luiza, por volta das 11h30. A viagem de aplicativo a levou até sua residência. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela chega, conversa com o motociclista e entra rapidamente no imóvel antes de combinar uma corrida particular até Ibaté.
O condutor esperou sob uma árvore enquanto Pâmela buscava algo dentro de casa. Poucos minutos depois, a jovem saiu carregando um objeto não identificado e subiu novamente na garupa da moto. Desde então, não fez mais contato.
No dia seguinte, sem conseguir falar com a filha, Elisangela decidiu ir até sua casa. Ao chegar, estranhou encontrar portão e porta destrancados, sem sinais de Pâmela. “Ela não respondia mensagens. Quando entrei e vi tudo aberto, percebi que algo estava errado. Chamei a polícia na hora. Eu não entendo o motivo do sumiço, mas acredito que ela está viva”, disse.
Depoimento do motociclista
A família registrou boletim de ocorrência no sábado (8). Na delegacia, o telefone de Pâmela ainda chamava, mas ninguém atendia.
O motociclista afirmou que recebeu a chamada às 11h40, levou a jovem do trabalho até sua casa e, após ser questionado, aceitou fazer a corrida particular até Ibaté. Ele contou que chegou ao destino por volta das 12h15 e a deixou na Rua Totó Pessente, próxima ao Centro da cidade. Segundo ele, Pâmela desceu e seguiu a pé em direção à Rua Conde do Pinhal.
Mistério e preocupação
De acordo com a família, Pâmela não comentou sobre visitas à cidade de Ibaté, não tinha namorado e não relatou conflitos ou ameaças recentes. Ela vivia sozinha, enfrentava dificuldades financeiras e possui histórico de depressão, embora estivesse estável e em acompanhamento.
A jovem é mãe de duas crianças, de 13 e 8 anos, e nunca havia desaparecido antes.
Mesmo tomada pela angústia, Elisangela mantém a esperança:
“Eu só quero que ela me ligue. Coloquei crédito no telefone dela. Ela sabe meu número de cor. Onde quer que esteja, eu vou buscar. A casa dela sempre foi um lugar seguro. Eu só quero minha filha de volta.”
Como ajudar
A família pede que qualquer informação que possa ajudar a localizar Pâmela seja repassada à polícia pelo telefone 190 ou diretamente à mãe, Elisangela, no (16) 99751-4847.
A mobilização continua nas redes sociais e entre moradores das duas cidades, na esperança de que Pâmela retorne para casa em segurança.
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