As dificuldades oferecidas pelo trânsito em Panambi, a conscientização de condutores de veículos e pedestres e as possíveis melhorias no setor, em 2018, foram temas abordados no programa “Questão de Opinião” do dia 6, na Rádio Sorriso FM.
O programa teve a participação do chefe do Departamento Municipal de Trânsito (DMT) , do chefe de gabinete do prefeito Daniel Hinnah, Romário Heitor Malheiros, de Marcelo Costa, Instrutor de Centro de Formação de Condutores, CFC Saci, e de Erick Nunes e Rivelino Freitas, respectivamente gerente geral e supervisor de frota da Auto Viação Panambi, a Avipan.
Parquímetros
Os parquímetros, que irão regular a cobrança do estacionamento rotativo na área central da cidade, devem começar a operar no mês de fevereiro. A informação é de Leomar, explicando que os aparelhos foram adquiridos e já estão em Panambi.
Sobre outras iniciativas, o chefe do DMT revelou que o Departamento já tem autorização do prefeito para pesquisa de preços e licitação para semáforo a ser instalado na junção das ruas Barão do Rio Branco e Gaspar Martins, bem como dar sequência nas obras na esquina das avenidas Presidente Kennedy e Konrad Adenauer.
Atitudes simples para dar maior fluidez
Romário complementou, ainda, citando o projeto “Avançar Cidades”, através do qual o Município busca operação de crédito e, assim, viabilizar diversos investimentos na infraestrutura no Município. O chefe de gabinete, assim como Leomar, destacou a importância da troca de ideias entre os usuários do trânsito na área central, bem como dos comerciantes, para que as mudanças sugeridas obtenham a melhor efetividade possível.
Uma ouvinte reclamou da postura de motoristas (e também de pedestres), especialmente nos últimos dias do ano em que, segundo ela, muitos deixaram para fazer suas compras e outras tarefas na última hora. Ele salientou, entretanto, que a maioria dos motoristas e pedestres são educados e respeitam as leis de trânsito. Sobre o funcionamento das rótulas, os entrevistados defenderam o uso das setas indicadoras de direção, o que traz mais agilidade para o trânsito nestes locais.
Lentidão e poluição
Erick revelou que os números da Avipan indicam que “há uma curva tênue para baixo” no uso do transporte coletivo pelo cidadão. “A gente vê as pessoas utilizando mais os carros, e nos pátios das empresas vê-se que eles estão abarrotados de carros e isto não é ruim, isto é ótimo pelo poder de compra das pessoas mas, se utilizássemos o transporte público urbano com maior afinco, ou seja, utilizássemos ele como alternativa, teríamos menos trânsito, menos engarrafamentos e, um ponto principal, teríamos menos emissão de CO2 em Panambi”. Erick argumentou, ainda, que esta emissão de dióxido de carbono contribuiu para o aumento da temperatura ambiente na área urbana.
Atendendo a uma pergunta de ouvinte, Erick explicou que o preço da passagem nas linhas urbanas é definida a partir de uma série de critérios, incluindo relevo da cidade e condições de manutenção das ruas. Estes são alguns dos fatores, segundo Erick, fazem com que o preço da passagem, em Panambi, é de R$ 3,05, contra R$ 2,50 em Ijuí e Carazinho, e R# 2,70 em Santo Ângelo. Para diminuir o custo operacional, uma ação bastante eficiente foi a terceirização da oficina da empresa.
Lentidão na área central
A necessidade de maior fluidez no trânsito de Panambi também foi destacada por Rivelino. Segundo ele, um ônibus parado em um engarrafamento traz prejuízos a empresas, mas, principalmente, para o usuário: “tem determinado horário para chegar e a gente tem que cumprir as rotas: as nossas maiores dificuldades são entre as 11h45min até 13h30min e das 16h30min e 18h30min, com bastante afunilamento do trânsito próximo da praça central”.
Marcelo lembrou, junto com Leomar e Romário, que Panambi registrou um grande aumento no número de veículos nos últimos anos, mas as vias, de forma geral, continuam as mesmas de 30 ou até 40 anos atrás. Ele entende que a pressa do condutor de veículos está na raiz de muitos dos acidentes de trânsito. Ele sugeriu, também, que os condutores estejam atentos ao uso de acessórios como, por exemplo, cinto de segurança, bebê conforto (cadeirinha) e não uso do celular ao volante.
Colaboração: Hugo Schmidt








