Faltando cerca de um mês para o inicio das aulas, já é hora de começar a pensar na compra dos materiais escolares. “Após três anos, período em que a economia no Brasil apresentou maior fragilidade, a ponderação e a pesquisa na hora da compra tem sido característica do consumidor gaúcho”. É o que afirma o Consultor de Economia da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS (FCDL/RS), Eduardo Starosta.
Segundo o consultor, os gaúchos aprenderam a “cuidar melhor de seu dinheiro”. Bem como, a cabeleireira Ana Paula Machado que concorda com Starosta. Ela tem dois filhos, de 10 e 4 anos, a compra de material escolar acontece anualment, e para ela a pesquisa é essencial.
“Além dos preços baixos, as condições de pagamento também precisam ser analisadas”, destaca. Ana revela também que é importante que o material seja de qualidade, para que não precise ser reposto com frequência.
Em pesquisa realizada pela FCDL para o portal Dial.News, a inflação na região metropolitana de Porto Alegre apresentou um aumento de 2,52% até o final de 2017 enquanto, no mesmo período, os itens de papelaria apresentaram um aumento de 15,82%. Segundo Eduardo, o jeito de driblar esse aumento é realizando a pesquisa de preços nos estabelecimentos.
O Procon de Porto Alegre apresentou recentemente uma pesquisa mostrando variação média do valor de itens de papelaria: 627% nos 30 itens pesquisados, que vão desde fita crepe até lápis de cor e caderno.
Quando questionado sobre o valor médio que os consumidores irão desembolsar na compra dos materiais, Eduardo lembra: “um caderno pode sair R$4,00 ou R$25,00, conforme a escolha que o consumidor fizer”. Segundo ele, cadernos mais elaborados saem mais caros.
A pesquisa feita pelo Procon mostra que o apontador de plástico é o item que apresenta maior variação de preços. O mais barato em uma loja custa R$ 0,20, enquanto em outra o item com menor valor saía por R$ 5,95.
Para economizar, outra dica importante da Federação é não comprar em grandes lojas. “A recomendação do FCDL é que o consumidor priorize a compra nas lojas de bairro, onde o preço é normalmente menor do que nas grandes lojas varejistas”, explica.
Outra dica é não comprar agora o itens para repor durante o ano. Isso porque os preços baixam muito depois do início das aulas. “Acontece naturalmente, porque a procura diminui e os lojistas precisam escoar o estoque”, ressalta Eduardo.
Levar os filhos junto na hora da compra pode estragar os planos de economizar. Isto porque as crianças e adolescentes geralmente encantam-se por produtos que possuem personagens, tornando-se mais caros. Como mãe, Ana diz: “eles querem o mais bonito, mas nem sempre é o melhor”.
Para Eduardo, deve-se deixar um espaço para que a criança escolha um produto. “Faça a maioria das compras individualmente, sem as crianças. E no final, deixe um item para ela escolher, para que satisfaça o seu imaginário e volte às aulas com mais alegria”.

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