Parabéns pelos seus 108 Anos: Você estudou no Álvaro Guião? Eu estudei!

Uma escola inesquecível!

Como bem lembrou o meu amigo, o vereador Marquinho Amaral, hoje a escola mais charmosa de São Carlos comemora 108 anos. A Escola Estadual Dr. Álvaro Guião patrimônio da cidade de São Carlos não é apenas uma instituição de ensino, mas uma marca são-carlense para todo o planeta, pois em seus corredores desfilaram pessoas das mais ilustres e que hoje ocupam posição de destaque em diversos setores da sociedade.

Entrei no Álvaro Guião ainda menino, sai de lá um homem, porque quando colocava a camisa branca no peito envergava toda uma cidade, naquela época a educação ainda não era tão maltratada pelo governo do Estado de SP como ocorre hoje e tínhamos professores do mais alto gabarito lecionando naquela escola que era o desejo de todo o menino ou menina que saía da oitava série vindos de outras instituições.

Lembro-me quando prestei o Vestibulinho que na redação caiu uma poesia de Vinícius de Morais, aquilo foi uma identificação, um processo de batismo transcendental, o Guião era realmente o meu lugar.

Foi na naquela escola que descobri que gostava tanto das letras, de estudar a história e que tinha dificuldades terríveis com matemática e química, mas que foram suplantadas com a ajuda de amigos inestimáveis e de professores que eram verdadeiros mestres.

Lembro-me com saudade da professora Deni (de português) que sempre tinha um bom humor incrível, da querida Vandinha Biaggi (também de português), do professor Zago e de suas aulas de história sempre questionadoras e de seu humor mais que ferino. Como posso esquecer do querido professor Carlos Gomes que ensinava matemática brincando e se comportava como um pai na sala de aula, tinha também o Marco Aurélio que ensinava física e sempre apresentava problemas de difícil solução, mas era um professor muito simpático e a querida Ana Maria Passoni que sempre quando a sala dava um fora na aula de química fazia uma orelhinha na lousa e todo mundo ria.

Tive aulas muito interessantes de Educação Física com o professor Normando Cezar, um gênio do esporte, dos melhores que vi, assim como pude conviver com o professor Orivaldo Bibi Marotti, hoje de saudosa memória. Faço aqui também uma referência à bibliotecária Maíra que era de uma gentileza ímpar no Guião, algo assim que pouco se via no serviço público.

O Guião era uma grande aventura, porque até hoje tem corredores lindos, alamedas pelas quais passaram muitas pessoas, onde surgiram namoros e casamentos que se mantém até hoje.

O Álvaro Guião é uma lembrança que nunca sai da minha retina, um lugar que nunca vou esquecer. Seguramente, passar por lá fez com que os anos de minha juventude fossem ainda melhores. Nestes 108 anos resta-nos dizer apenas: obrigado e muita saudade!

Renato Chimirri