Paraná Filho critica rumos do PSL em São Carlos e diz que não aceitará “prato pronto”

Paraná deu entrevista contundente

O vereador e secretário de Agricultura da Prefeitura de São Carlos, Paraná Filho, deverá deixar o PSL, partido do atual prefeito Airton Garcia. Em entrevista à Rádio Jovem Pan São Carlos na manhã desta quarta, 21, o secretário explicou que os partidos não podem ser tratados como empresas, porque no momento da campanha política “quem dá a cara na rua é o Paraná, o Robertinho Mori ou Moisés Lazarani”, afirmou lembrando de seu companheiros de legenda.

Crítico dos rumos da legenda na cidade, Paraná afirmou que o partido não pode ser conduzido às escuras e sem o diálogo com a militância, coisa que ele julga fundamental. “Depois que a vaca está morta, que o partido conseguiu fazer um prefeito, vereadores, conseguiu uma representatividade na cidade, gente que não é daqui passa a conduzir o futuro político dessas pessoas”, criticou.

Segundo o secretário, “é muito chato” que seu futuro político esteja sendo traçado por alguém sem conversar ele.  “Sem conversar comigo, com os outros, negociar o futuro político inclusive com aqueles que foram nossos opositores? Isso é ruim, desagradável, sempre tive opinião própria, por isso não aceitarei prato pronto e não ficarei à mercê de pessoas que quando findar o governo Airton voltarão para Descalvado ou Goiás”, bateu.

Natural de Campo Mourão (PR), o vereador que carrega o mesmo apelido de seu pai, o saudoso ex-vereador Idelso Marques de Souza Paraná, afirmou que mora em São Carlos há 29 anos e portanto se sente são-carlense nativo.  “Me formei aqui, fiz minha vida nesta cidade, minha família vive aqui, vou tratar da política com são-carlenses e não com aventureiros que daqui a pouco vão embora”, destacou.

Paraná disse que se o PSL quer se unir ao PSDB ou “se vão passar o SAAE para não sei quem” (falando de um possível acordo político), ele está fora. “Se vão apoiar o Neto Donatto para estadual e tentar fazer um acordo para 2024, isso poderia até ser bom, mas desde que seja compartilhado, conversado”, explicou. “O PSL não tem apenas o Carneirinho, pessoa que eu respeito, como membro do partido”, emendou.

O vereador assegurou que quem tem votos na legenda são os eleitos e não articuladores que ficam pelos bastidores, numa clara referência a José Pires, o Carneirinho, que atua no Paço Municipal.

De acordo com Paraná, ele não aceitará o “pranto pronto”. “Política são-carlense vou tratar com são-carlense, se o PSL está conversando com outros partidos sem ouvir seus representantes eleitos, eu estou fora!”

Com informações da Rádio Jovem Pan de São Carlos