Projeto da USP São Carlos leva ciência, robô e chocolate a crianças em ação de Páscoa

A ação desperta euforia e curiosidade nas crianças, que fazem inúmeras perguntas ao Coelhinho: “Cadê sua cenoura?” (Crédito da imagem: João Arenhart/ICMC)

A clássica cantiga entoada por inúmeras crianças na época da Páscoa, aquela que pergunta o que o coelhinho traz, ganha um novo significado em São Carlos. É que por aqui, a resposta pode ser outra: “Um chocolate, um robô  e muita ciência também”. Isso porque há 12 anos, o projeto Doce Ciência aproxima crianças da universidade de forma lúdica, afetiva e, ao mesmo tempo, inspiradora. Neste ano o evento aconteceu nos dias 26 e 27 de março, quando o próprio Coelhinho da Páscoa visitou a Escola Estadual Marilene Terezinha Longhim e o Projeto Cor Ação, que trabalha com o acolhimento de famílias, por meio de oficinas e atividades educativas, em São Carlos. Além dos gracejos, ele distribuiu 367 caixas de chocolates para crianças, uma mobilização que só foi possível graças à Comissão de Ação e Integração Social (CAIS)  do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.

Mas o encantamento não ficou só por conta dos chocolates. A visita também incluiu a apresentação do robô NAO, desenvolvido pelo Laboratório de Aprendizado de Robôs.  Conduzida pelo aluno Eliel José de Souza Françoso, da Engenharia Mecatrônica, e pelo mestrando João Victor Arantes Cubrl, da Ciência da Computação, a atividade serviu para mostrar, na prática, como as pesquisas produzidas no ICMC podem despertar o interesse das crianças.

Para o Coelho da Páscoa, ou melhor, para Anderson Alexandre, servidor da USP  e membro do CAIS, que todo ano veste a fantasia,  a iniciativa revela o papel que a universidade pode desempenhar para além de seus muros. “A gente vive um momento muito corrido, acelerado, e não pode perder oportunidades de fazer o bem, de levar alegria ao outro. Chegar na escola e ver a magia que o coelho desperta nas crianças é muito emocionante, nos remete à nossa própria infância”, afirma.

Já para a servidora Tatiana Deriggi, que também integra o CAIS, o projeto traz um resultado importante. “A gente planta a sementinha de que a universidade é possível. Mostramos que ela produz coisas bacanas, e eles ficam encantados com o robô, o drone, o chocolate e o coelho”, diz.

Muito mais que chocolate – A proposta do Doce Ciência surgiu em 2013, a partir de uma ideia da diretoria do Instituto de levar para fora dos muros da universidade um pouco do que é produzido em seus laboratórios. Desde então, a cada ano, o projeto combina afeto e conhecimento para despertar a curiosidade e ampliar horizontes. A arrecadação dos chocolates começa meses antes, com a mobilização de servidores técnico-administrativos, alunos e docentes. A cada edição, a comissão ajusta as metas e define as instituições que serão atendidas, de acordo com o volume de doações. 

Para quem recebe a visita, a experiência deixa marcas. Diretor da escola estadual, Wilson Fernandes destaca o impacto da iniciativa. “Essa ponte é fundamental para fortalecer os laços entre escola, comunidade, extensão e pesquisa. A escola precisa, cada vez mais, se aproximar das universidades”, afirma.

Anderson Alexandre complementa que, mesmo para aqueles que já não acreditam mais na existência do Coelhinho da Páscoa, a mensagem permanece: “Tudo é possível. É possível ser feliz nessa vida. Feliz Páscoa a todos!”.

Texto: Letícia Reis e Gabriele Maciel, da Fontes Comunicação Científica

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