
A minha primeira consulta com o dr. Paulo Cavaretti foi há mais ou menos 25 anos. Entrei na sala, ele me olhou e já deu um sorriso. Todo mundo me falava daquele médico diferente de São Carlos e que recebia pacientes de todo o Brasil.
Fui até ele e demorei duas horas para sair do seu consultório. Dr. Paulo me perguntou de tudo: quis saber da minha vida, onde eu trabalhava, o que fazia, como era a minha família. Foi assim, desse jeito, de maneira humana e sobretudo olhando para a minha alma que comecei ser paciente e depois me tornei orgulhosamente amigo deste homem gigante.
Dr. Paulo curou minha ansiedade, fez com que eu me centrasse no que realmente precisava na minha vida. Com seu tratamento certeiro consegui ser uma pessoa melhor porque quando passava pelo seu consultório vinham lições de vida que iam muito além da relação médico-paciente.
Posso contar dois casos aqui: um deles foi quando uma bursite terrível me atacou o ombro esquerdo. Médicos tradicionais do meu convênio não resolveram, um deles me deu dipirona para o caso. Eu não conseguia mexer o braço! Não titubeei: falei com a querida Denise e fui conversar com o dr. Paulo.
Ele me viu minha situação, sem mexer um braço, com dor e disse assim: “Por que não veio aqui antes?” Com seu carinho de sempre, tratou meu problema e me tirou de uma situação terrível.
Uma outra situação foi num momento em que tive uma contusão na planta do pé. Já escolado, peguei um espacinho na agenda do Dr. Paulo que mais uma vez me socorreu com muita gentileza.
Dr. Paulo era assim, um ser humano gentil que prezava pelas pessoas com quem convivia. Dava atenção a todos, não se eximia dos conselhos e acima de tudo nos ensinava diariamente a valorizar o que a vida pode nos oferecer de melhor.
Sua passagem é uma perda irreparável para todos que conheciam sua medicina e como ele a praticava. Não haverá médico igual! Os colegas de classe deveriam se inspirar nele e imprimir mais humanidade nos seus atendimentos.
Paulo Cavaretti, o ser humano, deixa um legado gigante. Sua partida jamais será esquecida. Merece todas às homenagens!
Renato Chimirri

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