
A Prefeitura de Itirapina divulgou as medidas adotadas para lidar com a presença de pirambebas (piranhas) na Represa do Broa. Além da publicação do Decreto nº 4.270, que proíbe a presença de banhistas e impõe restrições às atividades aquáticas, a Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente acionou especialistas e órgãos ambientais para buscar orientações e soluções para o problema.
Entre os órgãos consultados estão a CETESB, a gestão da Área de Proteção Ambiental (APA) Cuesta Corumbataí, o Comitê de Bacias Hidrográficas, a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e o IBAMA. O Instituto já protocolou um pedido para análise sobre espécies invasoras, enquanto a SP Águas aguarda manifestação da Diretoria de Bacia do Médio Tietê.
Especialistas, como os professores Alberto Carvalho Peret (UFSCar) e Ricardo Jucá Chagas (UESB), recomendaram a realização de estudos e monitoramento para obter informações mais precisas sobre o ecossistema local.
Três frentes de atuação
Em reunião realizada na última terça-feira (4), representantes da Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, da Associação de Moradores e Proprietários de Imóveis no Broa (APIB) e um biólogo especialista definiram três ações principais para enfrentar a situação:
1. Monitoramento da ictiofauna – Uma empresa especializada será contratada para acompanhar as espécies na represa, analisando sua frequência e impactos no ecossistema.
2. Regulamentação da pesca – Está em estudo uma lei municipal para regular a pesca no município, com foco na proibição da soltura de espécies invasoras.
3. Campeonato de pesca – A APIB organizará um campeonato específico para captura de piranhas, respeitando as normas ambientais e o período da Piracema.
A Prefeitura reforça seu compromisso com a segurança da população e dos turistas que frequentam a Represa do Broa. As autoridades continuarão monitorando a situação e manterão a comunidade informada sobre novas medidas para garantir um ambiente seguro na região.











