Prefeitura aguarda autorização da Faber para concluir obras do Piscinão do CDHU

Piscinão tem o objetivo de diminuir o impacto das enchentes

A Prefeitura aguarda uma resposta da Faber Castell para poder continuar com as obras do Piscinão do CDHU. Segundo a reportagem apurou, o município precisa de uma autorização para poder passar a rede de águas pluviais pelo Cedrinho com o intuito de captar o volume que se junta em frente o SESI e levá-lo para o equipamento que está sendo construído justamente para diminuir o impacto das enchentes, corriqueiras, nessa região da cidade. Ao que consta, o município espera essa reposta há pelo menos 60 dias. Uma fonte informou à reportagem que o processo estaria na Alemanha para a decisão da empresa, que é multinacional. A área onde passarão as obras já foi declarada de interesse público.

Sem essa autorização, a Prefeitura alega que não conseguirá concluir as obras antes do período de chuvas mais intensas que começam justamente entre o fim de novembro e início de dezembro. Como já sabemos, a água que se junta na região do CDHU causa problemas para quem reside nas redondezas e também para outros locais como a Praça Itália e a própria Baixada do Mercado. Somente em 2020, tivemos grandes enchentes nos primeiros meses devido as pancadas que atingiram à cidade e o CDHU foi um dos locais mais atingidos.

O piscinão está sendo construído após assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) envolvendo a MRV Engenharia e a Prefeitura de São Carlos.

A capacidade do piscinão é de 108 mil metros cúbicos de água, com 6 metros de profundidade. O reservatório está sendo construído no cruzamento das avenidas Heitor José Reali com Airton Salvador Leopoldino Júnior.

Segundo o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, João Muller, a contrapartida é referente a pendências da construtora com relação aos empreendimentos Monte Real, Monte dos Andes e Monte Amazonas. “É um investimento de R$ 1.231.076,00. Além de ajudar na contenção das águas aqui na região da CDHU, vai diminuir 15% o volume de água que chega na região do Mercado Municipal”, explica o secretário.