Prefeitura de São Carlos ampliará Estação de Tratamento de Esgoto

ETE do Monjolinho

O prefeito Airton Garcia, juntamente com o diretor presidente do SAAE, Benedito Marchezin e o chefe de gabinete da Prefeitura, José do Espírito Santo, esteve nesta segunda-feira (3/9), na superintendência da Caixa Econômica Federal, em Piracicaba, para receber a autorização de início de obras relativa ao convênio assinado pelo município com o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), no valor de R$ 28.810.342,88, para a construção do segundo módulo do tratamento preliminar e atualização do sistema Wasp da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do córrego Monjolinho.

O convênio que prevê o maior investimento a fundo perdido já conquistado pelo município de São Carlos já tinha sido assinado em 2014, porém os recursos não tinham sido liberados. “Estivemos em Brasília para resolver essa pendência e agora recebemos essa autorização para iniciarmos as obras. Essa é mais uma questão que conseguimos desenrolar junto à União e com isso vamos preparar nossa cidade para o futuro”, disse o prefeito Airton Garcia.

Atualmente, a ETE trata 650 litros de água por segundo, que corresponde 98% do todo esgoto da cidade. A ampliação de mais um módulo, possibilitará um aumento de 50% na capacidade do tratamento esgoto despejado, tornando a cidade capaz de atender uma população projetada de até 350 mil habitantes, prevista para o município em 2035. De acordo com o presidente do SAAE, Benedito Marchezin o processo licitatório foi aberto na administração passada. “Como os recursos não tinham sido liberados foi necessário suspender o contrato, depois com a retomada do convênio, também retomamos o nosso processo, inclusive já recebemos a ordem de serviço de Brasília, por isso agora estamos atualizando os custos das planilhas para emitir a nossa Ordem de Serviço. O convênio garante todo o dinheiro para a execução do projeto, porém será liberado na medida em que a obra for evoluindo, por medição. Neste primeiro momento devemos receber R$ 2,2 milhões. Quem fiscalizará a obra é a Caixa Econômica Federal”, explica Marchezin.

A expectativa é que a obra de ampliação da ETE seja construída num prazo de dois anos. WASP – O sistema WASP foi desenvolvido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA), atualmente está na versão 7.52. O modelo hidrodinâmico é amplamente utilizado na modelagem de águas superficiais, possibilitando a análise de rios, lagos, reservatórios, estuários e áreas costeiras. O modelo permite fazer previsões e interpretações das variações na qualidade da água, as quais podem estar relacionadas tanto com fenômenos naturais quanto com alterações causadas pela ação antrópica. O WASP analisa a coluna de água e também a camada bentônica do corpo hídrico e, assim, simula a interação de poluentes e nutrientes presentes na água.

Do Jornal Primeira Página