Prefeitura decide manter o isolamento social em São Carlos

Reunião na Prefeitura

Reunião contou com entidades do comércio e da indústria 

O Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus se reuniu na tarde desta sexta-feira (27/03), no Paço Municipal, com representantes da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (SINCOMERCIO), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Carlos e Região (SINTSHOGASTRO), CIESP, Santa Casa, Hospital Universitário, UNIMED e Vigilância Epidemiológica para discutir prazos estabelecidos pelo Decreto N° 140, que dispõe sobre o fechamento do comércio local.

Ficou definido que neste momento o comércio permanece fechado. Em 7 de abril, prazo determinado pelo Decreto Estadual para o fim da quarentena, uma nova reunião será realizada. Dependendo da situação epidemiológica do município para a COVID-19, os números serão analisados pela classe médica da cidade, será decidido se a quarentena será mantida ou não e se o comércio será reaberto ou não.

O presidente da ACISC, José Fernando Domingues, acredita que nesse momento é preciso manter o decreto até o próximo dia 7 de abril e esperar uma nova orientação até lá. “Depois desse período podemos avaliar a chance de reabertura gradativa, mas sempre com base nos protocolos de segurança do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde”.

Já o presidente do SINCOMERCIO, Paulo Gullo, disse que após a reunião teve uma ideia mais clara da gravidade da situação e que, por isso, é necessária prudência. “O momento exige que fiquemos em casa, com os estabelecimentos fechados, resguardando nossos clientes e colaboradores para que o quadro não se torne pior. Vamos aguardar até o dia 7 de abril”.

O presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, frisou que o cenário impõe que prevaleçam, agora, mais as orientações médicas e científicas do que a de setores isolados e da classe política. “Diante disso, todos nós precisamos entender a importância da continuidade do isolamento social até o próximo dia 7 de abril e mantermos esse diálogo permanente”.

“Considerando a gravidade da pandemia, as recomendações das autoridades de saúde e os riscos para a economia nós preparamos um plano de trabalho para este momento dramático que estamos passando. A reunião desta sexta foi ampla e extremamente positiva porque os profissionais da saúde deram um panorama da atual situação, que é preocupante, mas que precisamos enfrentar. Foi importante a indicação que nós fizemos enquanto representantes da OAB de juntar todas as entidades de classe, especialmente as ligadas ao setor econômico”, frisou o advogado e vereador Roselei Françoso, que preside a Comissão Especial.

“Nesse instante, respeitar e seguir as orientações das classes médica e científica acerca do isolamento são fundamentais para que os casos não aumentem e provoquem uma sobrecarga nos sistemas público e particular de saúde. Entre pessoas e mercado, acredito, precisamos, primeiro, pensar nas pessoas. Por ora, saúde é o foco. Economia vem na sequência”, avalia Edson Ferraz, secretário de Esportes e Cultura, membro do Comitê.
Mateus de Aquino, Secretário de Comunicação, avaliou a reunião positiva porque reuniu representantes dos diversos segmentos envolvidos nessa questão. “O importante é deixar claro que a decisão de manter o decreto 140, com todo o comércio fechado, não é uma decisão unilateral da Prefeitura. Ela tem o apoio desses setores que, juntos, souberam entender a gravidade da situação e, sobretudo, seguir a recomendação da classe médica de manter o isolamento”.

Os estabelecimentos como farmácias, hipermercados, supermercados, mercados, padarias, postos de combustíveis, distribuidoras de gás, empresas de fornecimento de insumos hospitalares e laboratórios de análises clínicas continuam isentos da medida como estabelecido pelo Decreto Municipal Nº 140.