Presidente do Butantan fala sobre a 3ª dose de Coronavac e a revacinação contra a COVID

Dimas Covas é presidente do Butantan


Em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, explicou nesta quarta (11) que existe confusão entre terceira dose e dose adicional, e que os estudos vêm apontando para a possibilidade de uma revacinação da população para melhorar a imunidade.

“As pessoas acham que quem tomou as duas doses teria que tomar uma terceira dose para complementar a imunidade. Não é o que tratamos aqui. Estamos falando de uma revacinação”, explicou. Segundo ele, estudos de segurança apontam para a imunização com duas doses, não sendo necessário uma terceira dose da vacina. Enquanto o vírus circular no mundo, porém, uma dose adicional de vacina pode auxiliar no combate à Covid-19.

De acordo com o presidente do Butantan, alguns países já estão iniciando seu programa de revacinação, como Chile, Israel, Estados Unidos e Canadá. Isso deve acontecer também no Brasil, assim que o público terminar de tomar as duas doses ou a dose única da vacina contra o SARS-CoV-2.

“A prioridade é terminar o esquema vacinal, o que leva à imunidade coletiva”, esclareceu Dimas. “É a imunidade coletiva que será capaz de resistir às variantes que venham a surgir no futuro”, esclareceu.

Entrega de doses

Também nesta quarta (11), o Butantan entregou mais dois milhões de doses da Coronavac, vacina feita em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, ao Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com esse lote, já são 68.849 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 enviadas ao governo desde o dia 17/1.

Além de Dimas Covas, estiveram presentes nesta entrega o governador de São Paulo, João Doria, o secretário de estado da saúde, Jean Gorinchteyn, e a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula.

Ao acompanhar a saída de doses, o presidente do Butantan afirmou que após o final do segundo contrato de entrega de vacinas ao Ministério da Saúde a Coronavac estará disponível para os estados. Os governos do Ceará e do Espírito Santo já manifestaram interesse, bem como outros quatro estados. “Da mesma forma que estamos negociando com outros países da América Latina, que já tinham pedido o fornecimento de doses, estamos com a perspectiva de que, a partir de setembro, trabalharemos com esses estados”, afirmou.