Primavera terá chuvas dentro de um padrão normal

Embora o fenômeno La Niña (esfriamento das águas do Oceano Pacífico) esteja atuando, ele é de baixa intensidade e não deverá trazer grande influência ao clima de nossa primavera, que iniciou dia 22 e estende-se até dezembro. A afirmação é da meteorologista Catia Valente. A expectativa é de que tenhamos as águas do Oceano Pacífico que é o que, normalmente, dita as regras do clima também no Brasil, estão ligeiramente mais frio, não ainda indicando um processo de La Niña. Pelo menos na primavera, vamos ter o que chamamos de normalidade climática, no sentido de que não haverá nenhum fenômeno de grande escala atuando. O que é normal para a primavera? É de que as chuvas sejam mais frequentes em seu início, com algumas frentes frias passando, trazendo aquela chuva mais homogênea e persistente. Com o passar da primavera, terremos as áreas de instabilidade predominando, e são aquelas que entram pelo oeste e noroeste gaúcho, vindas do norte da Argentina e do Paraguai que, muitas vezes, trazem temporais, com rajadas de vento e granizo.
A exemplo do que aconteceu com o inverno, na primavera as temperaturas deverão estar um pouco mais quentes, mas sem temperaturas extremas, apenas um pouco mais elevadas do que um padrão normal.
No máximo estiagens regionalizadas no verão: Com a chegada do verão, a expectativa é de que se tenha um processo de La Niña, mas esta La Niña é muito fraca, um pouco parecida com a que ocorreu no verão passado, que favoreceu alguns períodos de estiagens regionalizadas, mas não o suficiente para provocar aquelas estiagens que nos trazem muitos prejuízos aqui para a região. Estamos trabalhando com este cenário, de uma La Niña de pouquíssima intensidade, com as chuvas sendo mais espaçadas e com um pouco menos de volume, em um mês chove mais e, noutro, menos, mas no geral o regime de chuvas deve se comportar no seu padrão normal, no verão. Perguntada sobre se existe uma tendência de os invernos serrem cada vez mais quentes, Catia explicou as temperaturas, como um todo, em nível mundial, são medidas de 30 em 30 anos e, hoje, temos dados de 1960 e 1990. Ela acrescenta que, nos últimos 15 anos, em estudo feito por ela própria, mostra que as temperaturas mínimas e máximas ficaram de 0,5 grau a 1 grau mais elevadas. “Mas dizer que que o inverno, como um todo, tende a ser mais quente, ainda não, porque no inverno do ano passado, tivemos um frio muito intenso e as médias acabaram ficando até abaixo do padrão normal”, disse a meteorologista da Somar, em entrevista à Rádio Sorriso FM de Panambi na manhã desta segunda-feira, dia 25 de setembro.