Desenvolvido pela Brigada Militar, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) é baseado em um programa norte-americano. No Brasil, o programa foi implantado em 1992, pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e hoje é adotado em todo o Brasil.
Em Estrela, o programa atende alunos do 5º ano de escolas públicas. A Capitã do 40° batalhão da Brigada Militar, Carmine Brescovit, revela que nem sempre existe a possibilidade de atender a rede particular, devido à falta de efetivo. Os alunos do 5º ano possuem, na média, de 10 a 11 anos. Essa é a idade alvo do Proerd.
É nessa fase que a criança começa a transição para a adolescência e algumas dúvidas e curiosidades podem surgir neste momento. O programa trabalha com a prevenção primária. A ideia é passar aos alunos uma informação correta, antes que ele possa ter contato com as drogas ou da violência.
Quanto as dificuldades encontradas no decorrer das aulas, a Capitã diz que “às vezes a criança já tem conhecimento porque já teve contato, de alguma forma, mesmo que indireta”. Outro problema é o contato com informações falsas na internet. O Proerd dura dez semanas, com encontros em torno de uma hora e meia por semana.
Anualmente, o programa forma cerca de 700 crianças. Os cinco polícias que desenvolvem o projeto trabalham o ano inteiro em prol do projeto. Metade das turmas se forma no primeiro semestre, outra metade, no segundo semestre.
O programa desenvolve não somente aulas palestradas nas escolas, mas leva também teatro e até mesmo música para tornar o entendimento mais didático. Além disso, há também uma cartilha com deveres de casa, com questões que às vezes precisam ser respondidas com a família.
É importante que os pais fiquem atentos aos filhos e as mudanças repentinas no comportamento. Em Estrela a principal droga utilizada, segundo a Capitã, é a maconha. A média de idade no Brasil em que o usuário começa a utilizar drogas é aos 12 anos.
Foto: Glaucia Reitter – Capitã Carmine Brescovit








