
Boatos de que houve uma decisão Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana que pode proibir o estacionamento no canteiro central da Rua Vicente Pelicano, no bairro Castelo Branco, é, no mínimo, controversa e inconsistente (a decisão, no caso). Enquanto isso, na Rua Germano Fehr Júnior, que possui as mesmas características e está localizada na mesma região, o estacionamento segue permitido e devidamente regulamentado.
Os moradores e comerciantes têm razão ao questionar: por que a diferença de tratamento? É inaceitável que duas vias com configurações semelhantes recebam tratamentos distintos sem uma justificativa plausível e convincente.
A proibição do estacionamento na Vicente Pelicano vai gerar impactos negativos evidentes. O comércio local será afetado, já que clientes terão mais dificuldades para parar seus veículos, reduzindo o movimento e prejudicando economicamente os estabelecimentos da região. Além disso, motoristas que utilizam a via diariamente serão obrigados a buscar alternativas menos seguras e mais congestionadas para estacionar.
O argumento da segurança viária não se sustenta quando não há evidências de que o estacionamento no canteiro central da Rua Vicente Pelicano cause transtornos ou riscos significativos. Afinal, a Rua Germano Fehr Júnior segue com a prática permitida e o movimento nesta é até maior. O que é necessário neste cruzamento é a urgente instalação de um semáforo para regular o fluxo.
O secretário Michael Yabuki deve demonstrar sensibilidade para rever essa decisão. O justo seria manter o estacionamento permitido em ambas as ruas ou, se houver razões sólidas para a proibição, que a medida seja aplicada de forma igualitária.
Não se trata de um privilégio, mas de coerência e justiça. Moradores e comerciantes do Castelo Branco merecem uma solução equilibrada e sem contradições. Fica aqui o apelo para que a Secretaria de Mobilidade Urbana reavalie essa determinação, pensando no bem-estar da população e na lógica das decisões públicas.










