Os cargos, o projeto, a pressão e os vereadores

Os cargos, o projeto, a pressão e os vereadores
Os cargos, o projeto, a pressão e os vereadores

O assunto da tarde na política local é o projeto de reforma administrativa que está na Câmara Municipal e que pode criar pelo menos 60 cargos de confiança. Democraticamente, há quem defenda a iniciativa e também quem critique. Os grupos de WhatsApp dedicados à política “são-carlina” pegam fogo com opiniões apaixonadas de todos os tipos e em alguns grupos os próprios parlamentares que podem votar o processo na sessão de amanhã estão acompanhando tudo de perto, pois também tem seus respectivos telefones nestes locais.

O projeto será votado? Ainda não sabemos, mas tudo indica que poderá ser. Se for? Será aprovado? Se o governo municipal se esforçar, certamente será aprovado, pois tem maioria na Casa de Leis de São Carlos.

O que se discute é a seguinte questão: os vereadores da base, segundo consta, seriam favoráveis ao projeto de lei, entretanto, eles sabem o ônus imenso que poderão carregar perante seu eleitorado com essa, possível, pois não sabemos se acontecerá, votação e aprovação. Além disso, eles darão palco para que a oposição suba na tribuna e use o velho jargão infalível do “Nós avisamos!”

Num momento em que a moral dos políticos anda em baixa, justamente porque uma parcela das pessoas não sabe mais fazer política sem truculência e negacionismo, esse tipo de propositura é algo que poderá desencadear uma nitroglicerínica celeuma em São Carlos.

Há movimentação pelos bastidores dizendo que os vereadores que disserem “sim” ao projeto de lei serão criticados. Diante disso, penso da seguinte forma: se o vereador entende que votar o projeto é bom para a cidade, ele que dê o seu sim e arque com as consequências futuras. Quando você é eleito pelo sufrágio universal para representar pessoas, às críticas são inertes ao trabalho. Quer moleza? Fica em casa à beira da piscina.

Eu ainda sou uma repórter das antigas, gosto de escrever análises, sou uma figura “low profile”, por isso, alguns senhores vereadores talvez não saibam de onde vem a minha pena. Mas a partir de agora, eles irão conhecer como outras legislaturas foram tratadas por mim. Sempre com imparcialidade, respeito, mas com críticas construtivas e pontuais. Não há vilões e mocinhos, mas sim políticos com seus ideais e representando determinados grupos. A vida é assim.

Renato Chimirri

Leia mais: Calor intenso e umidade em queda preocupam São Carlos nesta segunda-feira