Proteção contra a Covid-19 gerada pela CoronaVac é passada aos bebês pelo leite materno das mães, aponta pesquisa

Gestante sendo vacinada


Um estudo recente feito pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) aponta que lactantes que receberam a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, apresentam anticorpos contra Covid-19 no leite materno, capazes de proteger também os bebês, até quatro meses após a vacinação.

pesquisa foi realizada com 20 funcionárias que foram imunizadas entre janeiro e fevereiro de 2021. Foram recolhidas nove amostras de leite no total: antes da imunização, quatro vezes depois da primeira dose e três vezes após a segunda dose, com intervalos de sete dias e quatro meses após a vacinação.

A pesquisa mostrou que os níveis de anticorpos do leite materno ainda estavam altos quatro meses após a vacinação. Os auges da produção de anticorpos se deram na segunda semana após a primeira dose e na quinta e na sexta semana após a segunda dose.

A imunização das lactantes e gestantes oferece proteção de duas formas: aos bebês ainda não nascidos, por meio da placenta, com anticorpos IGG, e por meio do leite materno, aos recém-nascidos, com anticorpos IGA.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil grávidas e puérperas com comorbidades já foram vacinadas contra a Covid-19 no Brasil. As gestantes se tornaram público prioritário da campanha de vacinação porque a taxa de letalidade da Covid-19 entre elas é muito maior que a média (10% para grávidas contra 2% da população em geral). Apenas duas vacinas são recomendadas para as gestantes, sendo uma delas a CoronaVac, por ter grande eficácia e um alto perfil de segurança. 

Fonte: Butantan