No dia 28 de dezembro, em reunião do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), a presidência nacional e estadual do partido convocou a militância a um movimento de resistência, que terá como marco inicial o ‘Dia Nacional de Mobilização‘, 13 de janeiro.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) marcou no dia 12 de dezembro, o julgamento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para o dia 24 de janeiro de 2018. Lula é investigado da Operação Lava-Jato e foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex.
Caso seja condenado na segunda instância, Lula poderá ficar inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa. Relembre aqui.
A sessão que analisará a apelação de Lula, no caso do “tríplex do Guarujá”, terá início às 8h30, no plenário do TRF4, em Porto Alegre. Segundo a presidente do PT Nacional, Gleisi Hoffmann, o processo “tem o objetivo obsessivo de incriminar somente o presidente Lula para tirá-lo da disputa de 2018”, destacou Hoffmann.
Já o presidente estadual do partido, Pepe Vargas, reforça:“Vamos provar que este processo é uma farsa e que Lula tem direito de ser presidente de novo”. Segundo o vice-presidente do PT Nacional, Alexandre Padilha, “o TRF-4 será uma grande batalha que enfrentarmos neste 2018”, lembrando ainda que o ano que se inicia será de mobilização e vigília constantes.
Segundo André Rosa, secretário de Comunicação do PT de Porto Alegre, os participantes dos protestos deverão acatar, mesmo que discordem, às determinações da Justiça, que restringiu a utilização do Parque da Harmonia como acampamento. Destaca ainda que espera que as forças de segurança pública estejam atentas para evitar conflitos.
Agenda:
Porto Alegre irá receber centenas de militantes a partir do dia 20 de janeiro, quando será instalado um acampamento do MST e a cidade irá recepcionar a chegada de caravanas de diversos municípios e estados às vésperas do julgamento do ex-presidente Lula.
Já no dia 22, juristas brasileiros e estrangeiros realizarão um debate público para avaliar o processo movido contra Lula. A defesa alega falta de provas e a intenção de perseguição política.
No dia seguinte, em 23 de janeiro, as secretarias de mulheres do Partido dos Trabalhadores promoverão um potente ato com a presença da ex-presidenta Dilma Rousseff e de sua ministra Eleonora Menicucci, além da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Na mesma data, terá início uma vigília nacional em defesa de Lula e, segundo o partido, da democracia e da justiça.
Foto: PT









