PWTech: a empresa de São Carlos que leva água potável e cidadania para o Mundo

PWTech no Pantanal
PWTech no Pantanal

Há empresas que nascem para ocupar um espaço no mercado. Outras, nascem para ocupar um espaço no mundo. A PWTech parece ter escolhido o segundo caminho.

Fundada em 2019 pelos engenheiros Fernando Marcos Silva e Maria Helena Cursino, a startup brasileira decidiu enfrentar um dos desafios mais antigos — e mais urgentes — da humanidade: o acesso à água potável. Não nos grandes centros urbanos, onde as concessionárias alcançam quase todas as casas, mas justamente onde o mapa parece terminar. Comunidades ribeirinhas do Norte do país, vilarejos isolados, territórios de difícil acesso como o Pantanal, áreas atingidas por desastres naturais, rincões em outros continentes. Lugares onde chegar já é um desafio — e permanecer, uma missão.

Com tecnologia 100% brasileira, a empresa desenvolveu equipamentos compactos, modulares e portáteis, capazes de tratar até 10 mil litros de água por dia. Sistemas com múltiplas barreiras de filtragem — incluindo membranas de alta capacidade, semelhantes às usadas em hemodiálise — que transformam água imprópria em água segura, dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Alguns modelos funcionam até com energia solar, ampliando a autonomia em regiões onde a rede elétrica é inexistente ou instável.

Mas talvez o maior diferencial da PWTech não esteja apenas na tecnologia. Está na forma como ela se conecta com as pessoas.

PWTech: onde a humanidade vence

A empresa não entrega simplesmente um equipamento e vai embora. Promove treinamentos, capacita moradores, ensina a operar, cuidar e manter o sistema. Investe em um pós-venda detalhado, didático, acessível. A ideia não é criar dependência — é estimular autonomia. Ensinar a comunidade a dominar a ferramenta que transforma sua própria realidade.

Essa postura explica por que, em sete anos, a startup deixou de ser uma promessa para se tornar fornecedora estratégica reconhecida por governos e instituições globais. Seus equipamentos já chegaram a mais de 30 países, integrando ações humanitárias da Organização das Nações Unidas. Foram enviados inclusive para a Ucrânia, que enfrenta um período de guerra contra a Rússia, ajudando em situações emergenciais onde água potável significa sobrevivência. A tecnologia também já esteve em países da África, como a Etiópia, atendendo populações em contextos de vulnerabilidade extrema.

No Brasil, o reconhecimento veio com o selo de Produto Estratégico de Defesa concedido pelo Ministério da Defesa — um atestado de que inovação nacional pode, sim, ser instrumento de soberania e desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, a empresa construiu pontes com o setor produtivo. Em parceria com a Andrade Gutierrez, suas soluções móveis de tratamento de água foram implementadas em grandes canteiros de obras, gerando economia de até 98% nos custos com abastecimento de água potável. Menos caminhões-pipa, menos plástico descartável, menos emissão de carbono. Mais eficiência, mais sustentabilidade. Um exemplo claro de que impacto social e rentabilidade podem caminhar lado a lado.

Internamente, a PWTech também cultiva uma cultura de crescimento. Incentiva seus colaboradores a se desenvolverem, investe em visão de futuro e aposta na formação de talentos. Não é apenas uma empresa que exporta tecnologia — é uma organização que forma pessoas.

E tudo isso parte de São Carlos.

É na cidade conhecida por sua vocação científica e tecnológica que a PWTech mantém sua planta industrial. De lá, equipamentos seguem para o interior da Amazônia, para comunidades isoladas, para zonas de conflito no exterior e para grandes obras de infraestrutura. São Carlos, tradicional polo de ciência e inovação, torna-se assim o ponto de origem de uma tecnologia limpa que muda vidas.

Em um país que concentra cerca de 12% da água doce superficial do planeta, mas ainda convive com desigualdades profundas no acesso à água tratada, a existência de uma empresa com esse propósito carrega um simbolismo forte. Cada litro tratado não representa apenas um dado estatístico. Representa uma criança que pode frequentar a escola sem adoecer, uma família que pode cozinhar com segurança, uma comunidade que ganha autonomia e dignidade.

No fim das contas, a história da PWTech não é apenas sobre saneamento. É sobre presença. Sobre chegar onde ninguém chega. Sobre ensinar, permanecer e transformar. Sobre usar tecnologia não como vitrine, mas como ferramenta de humanidade.

Aqui parte da equipe PWTech:

Fernando Marcos Silva, CEO e fundador
Maria Helena Cursino, COO e fundadora

Lígia Sato, Diretora de Sustentabilidade e Comunicação

Cláudio Silva, Gerente Operacional

Felipe Nusbaum, Analista de Pós-vendas

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