Quando um professor se vai, a sociedade também morre junto

Professor tinha 57 anos

Fomos pegos de surpresa com a morte em um terrível acidente na noite de ontem, 19, do professor Silvio José Padovan. Aos 57 anos, ele foi a óbito depois de uma colisão entre sua motocicleta e um Ford Focus na SP 318, a rodovia Thales de Lorena Peixoto Jr.

A morte de Silvio, servidor dedicado, professor, amado pelo alunos e querido por sua família e colegas de trabalho deixa um buraco gigante em São Carlos. Silvio era um lutador das boas causas, colocou seu nome à disposição da sociedade para a vereança e nunca se furtou em ajudar. Foi diretor de escola no Cidade Aracy onde procurou fazer o melhor e agora, infelizmente, faleceu neste terrível acidente que precisa ser rigorosamente apurado pelas autoridades.

Um professor é uma pessoa que leva muitas vidas consigo, além da sua, ele também tem a dos seus alunos, pois é por meio de suas mãos que o futuro está sendo plantando e os professores atualmente estão passando por grandes percalços, primeiro porque os governos nunca os valorizam e depois a pandemia de COVID tem colocado diversas dificuldades para que os educadores façam o seu trabalho.

O professor Silvio era dedicado, as manifestações de carinho de colegas anônimos ou de pessoas conhecidas da sociedade são-carlense dão a exata noção de que perdemos alguém importante para o setor da educação, uma pessoa que estava preocupada em construir pontes, em melhorar o dia do outro, do aluno, daquele que buscava uma oportunidade de aprender.

Neste dia tão triste, aproveito aqui para fazer uma cobrança. Essa rodovia SP 318 precisava ser muito mais segura do que é hoje. Ela teria que estar inteira duplicada, não apenas uma pequena parte que foi feita com uma “preguiça” absurda por parte do governo do Estado. Ao invés da duplicação, o que nos deu o atual governador João Doria (falo dele porque é quem está no poder agora, mas os demais tem sua parcela de incompetência nesse processo), uma praça de pedágio, não foi? Pagamos dois pedágios para andar 100 km e ir até Ribeirão. Se o governo estadual se importasse com as pessoas que transitam por essa perigosa estrada, ela já teria duas pistas há tempos e acidentes (muitos deles) seriam evitados. Aliás, já noticiamos outras tragédias como essa, hoje se foi um professor querido, um educador, uma pessoa que mudava vidas, lembro também do acidente que vitimou um casal de médicos de Ribeirão Preto. Até quando daremos essas notícias tristes? Até quando os políticos de São Carlos farão notinhas de pesar ao invés de cobrar quem precisa ser cobrado?

Hoje, se vai um grande educador, choram a família, os amigos, uma cidade inteira. Perdemos um professor, um amigo, alguém que se importava com São Carlos. Hoje, temos que chorar e lamentar, justamente neste tempo de tantas perdas e lágrimas derramadas.

Renato Chimirri