Radialista chora no ar e comove São Carlos ao falar de incêndio em transmissor da POP

Fogo no transmissor

Na manhã desta segunda, 3, o tema na imprensa de São Carlos não poderia ser outro. A discussão girou em torno de saber como a POP FM trabalharia seu jornal depois que um incêndio com fortes indícios de ter sido criminoso destruiu seus transmissores baseados numa propriedade rural em Ribeirão Bonito.

A transmissão foi realizada pela internet, assim como os demais programas da emissora estão sendo repetidos pela rede mundial de computadores, alternativa encontrada até o momento, afinal a reconstrução do parque de transmissão da empresa demorará um tempo para ficar pronto e também terá um alto custo financeiro que não pode ser desprezado.

O fato lamentável ocorrido com a POP FM despertou a solidariedade de toda a imprensa de São Carlos, da região, do Estado e do Brasil e mostrou a importância que o jornalismo tem na vida das pessoas. Hoje, na era da informação, não é possível que a sociedade se construa sem informação, livre pensamento e opinião sempre pautada pelo contraditório e esse caso da POP mostra que ou um maluco foi até o local e causou um prejuízo sem precedentes à uma emissora que está em evolução ou então temos um crime escabroso que precisa ser solucionado urgentemente pela Polícia Civil.

Esse suposto atentado contra a POP FM é uma ação que atingiu a toda a imprensa. Quem mais sofrerá com uma atitude tacanha desse tipo? Os jornalistas estão em segurança para expor sua opinião? Vi um monte de gente julgando quem é da imprensa no dia de ontem, mas essas pessoas, muitas que se escondem atrás do computador, nunca deram a cara a tapa para proferir uma opinião e não sabem como é difícil trabalhar na área da comunicação em São Carlos e no resto do país, sobretudo num período de tanta intolerância política como estamos vivendo nos dias atuais.

Como em todas as profissões e setores da sociedade, existem bons e maus profissionais no jornalismo, mas posso dizer que o Fabio Taconelli, o Ney Santos e o Chico Francelin, companheiros de jornada são pessoas honradas, pais de família. Em algum momento eu posso até discordar das opiniões que eles emitem e isso é o bonito da democracia, mas jamais deixarei de respeitar o ponto de vista de cada um. Queimar o transmissor de uma rádio é a mesma coisa que tocar fogo no coração de um radialista, pois é o transmissor que coloca tudo no ar, que permite que a magia se faça e a comunicação mais sensacional de todos os tempos que é o rádio continue sendo pioneiro em informar. Foi tudo isso que o fogo destruiu no sábado, ele acabou com sonhos que precisam ser reconstruídos.

É perfeitamente compreensível ouvir o choro do Fabio Taconelli no ar, ao ver as imagens do transmissor destruído, afinal de contas, isso é como se tivessem lhe cortado um braço, acabado com sua fala ou visão. Quem fez isso, conseguiu atingir um ponto nevrálgico desses profissionais, mas felizmente não acabou com os mesmos e certamente eles irão se reerguer juntamente com a emissora.

Hoje, ouvi o Jornal da POP pela internet como já faço, mas sempre lembrando que a imprensa pode sofrer, apanhar, ser criticada, mas que ela é fundamental para a sociedade. Nós venceremos!

 

Renato Chimirri