Romeu Corsini: um pesquisador que honrou o nome de São Carlos

Professor Romeu foi um grande pesquisador

Por Cirilo Braga

Memória são-carlense – Completaram-se ontem onze anos da morte do professor Romeu Corsini, ex-diretor da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) e um dos precursores da pesquisa sobre combustíveis renováveis no país.

Professor na exata acepção da palavra, para Corsini a expressão “dedicou sua vida à ciência” é uma grande verdade. A maior parte de seus 93 anos foi vivida em meio a estudos, pesquisas e empreendedorismo. Entre suas inúmeras ações esteve a criação em São Carlos do Curso de Engenharia Aeronáutica, instalado no Campus II da USP.

Graduado pela Escola Politécnica da USP em engenharia elétrica, em 1942, e em engenharia aeronáutica em 1946, no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) integrou-se profissionalmente à USP onde fez toda sua carreira de pesquisa e acadêmica, sempre nas áreas de aeronáutica e energia. Ali, ele trabalhou em cerca de 20 projetos aeronáuticos e  em 1941, juntamente com Adonis Maitin, desenvolveu o avião Paulistinha. Participou diretamente da criação da Cidade Universitária da USP e esteve entre os fundadores da Escola de Engenharia de São Carlos, sendo posteriormente seu diretor, coordenador do campus e pró-reitor.

Pioneiro em pesquisas sobre combustíveis renováveis, é dele a patente do motor a álcool pré-vaporizado e do combustível obtido do alcatrão de biomassa. Corsini também iniciou o projeto de miniusinas de álcool integradas para a produção de etanol de alta qualidade e de baixo custo.

Quando comecei a trabalhar na imprensa no início dos anos 80, frequentemente entrevistava o professor, que às vezes procurava – ele próprio – o jornal para falar de seus projetos. E falava sem parar, com entusiasmo – como se tudo estivesse sempre começando.