No primeiro semestre deste ano, o Rio Grande do Sul registrou 144 doadores de órgãos efetivos. Isso representa 1,4% a mais, em relação ao mesmo período do ano passado. Com as doações, o estado realizou 811 transplantes entre janeiro e junho de 2017. Em todo o país, a notícia também é boa. O Brasil registrou o maior número de doadores de órgãos de sua história. Mais de 1.600 famílias autorizaram a doação, 16% a mais em comparação com o ano passado. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca a importância desse ato. “O Brasil é uma referência nessa área e nós temos procurado agora, com esta campanha, sensibilizar cada vez mais famílias para que autorizem o transplante dos seus entes queridos e que, possam então, permitir que outras pessoas vivam. Isso ajuda esses brasileiros e o Governo Federal patrocina mais de 90% dos transplantes no Brasil. Também estamos tomando as medidas tecnicamente necessárias para ampliar a possibilidade do aproveitamento desses órgãos”. Em 2003, a personal trainer Liège Gautério passou por um transplante de pulmão. Mas isso não a impediu de superar as dificuldades e virar atleta da seleção brasileira de esportistas transplantados. “Eu sempre digo que uma família disse ‘sim’ para mim porque alguém se declarou doador e avisou ao seu familiar. Claro que o objetivo é a questão da doação, a questão da conscientização, mas eu gostaria também de ampliar essa ideia do transplantado de alguém ativo e não como alguém que está sempre doente, está sempre restrita, limitada aos seus medicamentos. Não, a gente tem muita vida! Então eu pude ter essa oportunidade de participar de duas olimpíadas e pude trazer essas medalhas para o nosso país no atletismo”. Se o ritmo de transplantes se mantiver até o fim do ano, o Brasil deve registrar um crescimento de 27% entre 2010 e 2017. Os transplantes mais realizados no país são os de córnea, rim, fígado, coração e pulmão. Fonte: Agência do Rádio.








