Saiba quem foi Dona Alexandrina, a mulher que empresta seu nome para uma das ruas mais famosas de São Carlos

D. Alexandrina é tida como benfeitora da cidade

Da Fundação Pró-Memória

Dona Alexandrina é uma das ruas mais conhecidas de São Carlos. Mas, quem era ela?
Nascida em Campanha da Princesa em Minas Gerais, no ano de 1816, Alexandrina Melquiades de Alkmin teria se casado muito cedo, segundo os costumes da época, com o também mineiro João Alves de Oliveira. Seu marido comprou a Sesmaria do Monjolinho, parte da região que compôs São Carlos posteriormente. Quando a construção da capela dedicada a São Carlos Borromeu foi idealizada, em 1856, o projeto sugeria a região onde atualmente fica a E.E. Dr. Álvaro Guião como local ideal de construção. Porém, esta área ficava dentro das terras da Sesmaria do Monjolinho e João Alves de Oliveira recusou-se a ceder o terreno para a construção da capela, dizendo que sua proximidade poderia distrair seus empregados e perverter seus escravos do trabalho. Para compensar, sugeriu um terreno onde hoje fica a Vila Isabel, também parte de suas propriedades.

Os idealizadores da construção da capela recusaram a proposta de João Alves, uma vez que a Vila Isabel ficava distante da área do povoado. Por fim, decidiram por erigir a capela onde hoje se encontra a catedral de São Carlos.

Com a morte de José Alves em 1866, sua viúva e herdeira dona Alexandrina, viu-se compelida a doar terras em nome do crescimento da cidade, tendo cedido em 1867, 300 por 500 braças de terras à municipalidade – o que corresponderia a aproximadamente 50 hectares. D. Alexandrina teve 16 filhos ao longo de sua vida e faleceu no dia 11 de outubro de 1878, aos 61 anos de idade.

Para homenagear seu ato de ceder terras para São Carlos, a Câmara mudou o nome da então rua Jatahy para Rua Dona Alexandrina, em 1887.

Imagem: Foto da pintura de D. Alexandrina, s.d. Acervo COD-APH-FPMSC

#PraCegoVer fotografia em preto e branco, com filtro digital, de uma pintura a òleo retratando dona Alexandrina. Ela está sentada de lado, olhando para o pintor, enquanto segura um livro.