A eficiência e a clareza com que são passadas as informações ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU – pode levar a um atendimento mais rápido e adequado à situação. Quem afirma é a Enfermeira Cheila Sanfelice, coordenadora do SAMU em Panambi.“É um momento de bastante angústia, seja com um familiar ou com um acidente as pessoas, às vezes, resistem em ligar, e acaba, atrasando ainda mais o atendimento”, diz Cheila, lembrando que o logotipo do SAMU vem sempre acompanhado número 192. “A primeira coisa que a gente deve lembrar, em caso de emergência, e o número 192”. “Quando a pessoa ligar, ela vai estar bastante tensa, nervosa, mas, se puder se concentrar e manter a calma no momento, vai ajudar ainda mais, e ligar para o 192, é a primeira coisa que vai fazer com que este atendimento seja mais rápido”, complementa Cheila. O radialista Eloir Pereira (Rádio Sorriso FM) lembrou que, em um passado próximo, em um acidente a rua Benjamin Constant, a primeira ligação foi feita para o SAMU, mas outras pessoas acabaram ligando para os Bombeiros, que chegaram antes mesmo do Serviço. Cheila explicou que existe o Conselho Municipal de Saúde e, se o cidadão entende que o serviço do SAMU está sendo demorado, este assunto pode levar até o Conselho que, por sua vez, deverá tratar o tema em nível de Coordenadoria Regional de Saúde e do Conselho Estadual. Sobre os procedimentos do SAMU, Cheila lembrou que quem atende a ligação é central de regulação em Porto Alegre. A pessoa que atende a ligação faz as perguntas mais básicas, como identificação de quem está ligando, a situação (se é caso de acidente ou mal estar de uma pessoa, por exemplo) e o endereço. Se for um caso mais grave, esta pessoa transfere a ligação para um médico que orienta a pessoa do outro lado da linha, no mesmo momento em que a ambulância e sua equipe são acionadas. Cheila exemplifica como caso de uma parada cardíaca. Neta situação, o médico do SAMU pode, mesmo por telefone, orientar a pessoa nos primeiros socorros a serem prestados à vítima. Para facilitar o trabalho do SAMU, Cheila pede que as pessoas, dependendo do caso, deem algum ponto de referência. “Ainda temos ruas, principalmente mais ao longe do centro da cidade, que não têm placas de identificação, temos GPS e os nossos motoristas são aqui da cidade e conhecem bastante, mas um ponto de referência agiliza a localização, disse a enfermeira”.







