Santa Casa recebe a doação de 18 tendas para a Ala COVID

Equipamento importante

A Santa Casa recebeu a doação de 18 tendas para contenção de aerossóis. Os equipamentos foram confeccionados por um grupo formado por integrantes da Mesa Administrativa da Santa Casa, empresários, voluntários, com apoio do Lions Clima.

A tenda é feita de uma armação de canos de PVC, coberta com plástico. Em uma das laterais, existe um zíper, que permite uma abertura através da qual a equipe de assistência pode realizar procedimentos com o paciente. Na outra lateral, foi instalado um sistema com ventoinhas e um filtro antiviral e antibacteriano para permitir a circulação do ar com o exterior com mais segurança e para dispersar o gás carbônico do interior, mantendo um maior nível de oxigenação.

 

“Esse equipamento foi idealizado por uma empresa de Manaus, que disponibilizou o projeto na internet. Quando vi essa tenda, enxerguei nela a oportunidade de usá-la na Santa Casa, adaptando às condições que o hospital exige. O objetivo foi de reforçar a proteção dos nossos profissionais, para que não se contaminem durante os cuidados com os pacientes com COVID”, explica o professor aposentado da UFSCar, coordenador da Engenharia de Computação da UNICEP e também tesoureiro da Santa Casa, Luis Carlos Trevelin.

 

As 18 tendas estão sendo usadas na ALA COVID da Santa Casa. Uma proteção a mais para pacientes e profissionais de saúde do hospital. Segundo a Coordenadora de Enfermagem das UTIs da Santa Casa, Tatiana Zanqueta Rodrigues, quando conversamos, respiramos, tossimos e espirramos, criamos no ambiente uma suspensão de partículas de vários tamanhos e as pessoas contaminadas com a COVID-19, emitem essas partículas contendo o vírus. A tenda evita justamente a propagação de particulas infectadas. “Um paciente, quando é intubado ou quando esse respirador é retirado dele, também libera os aerossóis contaminados para o quarto todo. A tenda consegue conter essas partículas dentro dela, evitando a disseminação do vírus por todo o ambiente. Ou seja, é uma proteção a mais, fora o isolamento do paciente e os EPIs usados pelos profissionais de saúde”