São-carlense relata medo e sequelas complicadas pós-COVID-19

Ana Paula Vasconcellos não é uma pessoa sedentária. Ao contrário, é ativa fisicamente, porém nem com todo o seu “histórico de atleta” para usar um termo da moda conseguiu escapar da COVID-19. Hoje, já sem a doença, a jovem relembra como é o drama de ser infectada pelo vírus que vem devastando o planeta. “Não, não é uma gripezinha e se você ainda acredita que é assim, é porque não pegou e não perdeu nenhum querido para a COVID. Por isso, peço que respeite seus semelhantes. Não menospreze algo tão grave!”, conclama.

Ela disse que infelizmente teve perdas de pessoas próximas para a pandemia. “Digo isso pois perdi queridos para esta doença. Uns com, outros sem atendimento na hora que precisaram e eu também tive COVID”, conta.

Ana explica que a COVID-19 vai muito além de um resfriado e que propícia complicações para o infectado que se recupera do vírus. “Não, não é uma gripezinha! É forte e deixa um rastro de sequelas. Acredito que, se eu não estivesse em dia com minha saúde, não teria superado. São dias de angústia, não só por não saber como será o dia seguinte, mas também porque a cada dia era um sintoma diferente e, com o passar do tempo, não via melhora. Já não transmito mais, mas ganhei uma bronquite e forte sinusite. Saí hoje para ir ao banco e senti o corpo fora do eixo. Sim, como se estivesse andando sem rumo e tendo que fazer um esforço enorme de concentração para entender o trânsito”, relatou.

Além disso, Ana contou que teve outros sintomas depois da doença. “Sinto também muita fraqueza nas pernas, como se eu nunca tivesse feito musculação, isso porque trabalho muito as pernas na musculação, mas sim, a doença atinge os músculos também!”, destaca.

Por isso, ela faz um pedido: “Desta forma, venho pedir: sejam responsáveis nas saídas, estamos numa fase péssima da doença. Sejam prudentes, busque uma boa alimentação, exercitem-se, busquem a paz e busquem a Deus!”

Por Renato Chimirri

Imagem de Syaibatul Hamdi por Pixabay