São Carlos faz papelão na Série A3 de 2019: conseguirá se manter na divisão?

Arquibancada vazia é rotina

Fazer futebol no interior do Estado de SP é algo muito difícil, sobretudo porque a Federação Paulista de Futebol que deveria ajudar os clubes de cidades tradicionais de uma forma efetiva não o faz como deveria. O momento econômico do Brasil, e isso se reflete em São Carlos, também não auxilia em nada.

Diante deste quadro desanimador é preciso ser claro: esse São Carlos Futebol Clube que disputa a série A3 de 2019 é um time fraquíssimo. Não ganhou nenhuma na competição, ontem foi surrado em casa pelo São Bernardo e ainda perdeu seu técnico. Bom, a queda de Omar Curi, que dirigia a equipe desde o início da competição era esperada, por mais que Curi tenha se doado pela equipe, o trabalho foi ruim, os jogadores também formam um elenco de qualidade técnica duvidosa e isso tem que entrar conta da presidência da equipe.

De que adianta demitir Omar Curi e continuar com esses jogadores que até agora não desempenharam grande papel? Não estou aqui defendendo o técnico que para mim não deveria nem ter sido contratado, contudo o problema desta equipe do São Carlos é de conceito, já foi montada com um elenco que provavelmente não trará grandes alegrias para o torcedor do clube em 2019.

O começo contra o Primavera que pareceu promissor fez com que alguns se enganassem, mas a fatídica virada no final do jogo demonstrou que este time do São Carlos é bem fraco tecnicamente e sério candidato ao rebaixamento para a Série B de 2020. Infelizmente essa realidade, o time hoje luta para não cair e o presidente Carlos Antunes tem sua parcela nisso, afinal é quem comanda o clube. Se a equipe naufragar, ele é o timoneiro e irá para sua conta o rebaixamento.

O São Carlos foi “herdeiro” do antigo Grêmio São-carlense, mas nunca empolgou o torcedor como no passado, justamente porque são outros tempos, bem mais difíceis, para se tocar o futebol e se a equipe continuar com essa mentalidade pequena, levando bordoada em cima de bordoada, dentro e fora de casa, seu fim será a inexpressão no cenário do já combalido futebol paulista.

Não precisa ser gênio para sacar que futebol se faz com dinheiro, planejamento e criatividade. É fundamental reconhecer também que o empresariado local, alguns com dinheiro, mas sem vontade, justamente pelo passado horrível do futebol profissional em São Carlos, não quer investir neste tipo de esporte.

Entretanto, na minha modesta análise, se o presidente não der um sacode no time, fatalmente amargaremos mais um ano observando a vizinha Araraquara se deliciar com a Ferroviária na Série A1 do Paulistão, enquanto São Carlos continua sendo apenas aquela equipe merece (quase nunca) notinhas de rodapé por parte da imprensa, já que seu desempenho no campo de jogo tem sido pífio.

Ou se muda a mentalidade do time ou então a tendência é a situação piorar ainda mais. Aos torcedores, abnegados que sempre estão no Luisão e fora, fica aqui nosso respeito e esperamos que sejam melhores tratados num futuro próximo.

Renato Chimirri