São Carlos pode receber multinacionais indiana e suíça que produzirão tratores e helicópteros na cidade

Fonte: Jornal Primeira Página

Recentemente, chineses estiveram em São Carlos com o propósito de conhecerem o potencial tecnológico e humano da cidade. Os representantes da XCMG querem investir na fabricação de máquinas pesadas para o transporte de minérios. Mas essa não é a única prospecção de investimentos, segundo o secretário de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura, José Galizia Tundisi. Segundo ele, há estudos empresariais para a instalação da fábrica de tratores da Mahindra e uma fábrica suíça que produz helicópteros militares e comerciais.

“Nós temos trabalhado na direção de trazer investimentos para São Carlos. Essa fábrica de tratores da Mahindra, por exemplo, pode gerar 400 empregos. Já tivemos reunião com o prefeito Airton Garcia e estudamos incentivos para atrair essa fábrica para São Carlos”, comentou.

A marca está presente há mais de 70 anos no mercado, mas há dois anos no Brasil. A estimativa de crescimento da empresa para o período de abril de 2019 a março de 2020 é de 50% na comparação com abril de 2018 a março de 2019. Para desenvolver ainda mais a operação no Brasil, a Mahindra aposta na ampliação da rede de concessionárias. Hoje são 25 pontos de vendas distribuídos nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do país.

A Mahindra foi eleita a 55ª melhor empresa do mundo, de acordo com a revista Forbes. Segundo a apresentação da empresa na internet, a história da Mahindra começa em 1945, como uma empresa de aço em Mumbai/Índia. Dois anos depois, eles entraram no mercado automotivo com um ícone mundial, o Jeep Willys. “No decorrer do tempo fortalecemos a nossa marca e passamos a atuar em diferentes setores da indústria: aeroespacial, agronegócio, automotivo, componentes, equipamentos de construção, serviços de consultoria, defesa, energia e seguros, equipamento industrial, tecnologia da informação, lazer, logística, imobiliária, varejo e veículo de duas rodas. Mesmo com tanta diversidade, conseguimos proporcionar ao cliente muita segurança e qualidade, independente do segmento”, ressalta a apresentação.

Nas fábricas da Índia, por exemplo, a Mahindra comercializa cerca de 250 mil tratores/ano.

Helicópteros

Ainda sobre a visita de investidores a São Carlos, Tundisi disse que uma fábrica de helicópteros da Suíça estuda o município como possível local de investimento. “A ideia é implantar uma indústria de helicópteros militares e comerciais. Eles já estiveram na cidade e os levamos para conhecer os laboratórios de pesquisa. Foram à Engenharia Aeronáutica da USP, ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e a Airship, que são instâncias de trabalho da produção aeronáutica de São Carlos. Nessa disputa, temos também Campinas e São José dos Campos”, ponderou Tundisi.

De acordo com Tundisi, a Secretaria busca o eixo tecnológico mais desenvolvido, aproveitando a base científica para atrair investimentos. “O PIB [Produto Interno Bruto] de São Carlos é de R$ 10 bilhões/ano; 30% vem da Ciência e Tecnologia. Hoje, as nossas universidades – USP, UFSCar e Unicep – geram 45 mil empregos. Startup com menos de três anos originam 200 empregos. E agora pretendemos criar o Fundo de Desenvolvimento Tecnológico com 1% do Orçamento Municipal. Se conseguirmos a aprovação, serão R$ 9 milhões para a Ciência e Tecnologia. E para cada real investido do Poder Público, são R$ 10 da iniciativa privada”, comentou Tundisi.