São Carlos tem 70 casos confirmados de dengue; Municípios faz ações de conscientização

O sucesso do combate ao mosquito da Dengue, Aedes aegypti, depende da colaboração da população, os moradores devem permitir a entrada dos agentes de endemias e ficar atentos para cuidados simples dentro das casas como remover a água dos pratos das plantas, remover ou colocar os pneus em locais cobertos, limpar o quintal removendo materiais (inservíveis) que possam acumular água, limpar as calhas do telhado, lavar diariamente vasilhas dos animais de estimação e tratar a água das piscinas. São essas as orientações que os agentes da Prefeitura de São Carlos levam aos munícipes durante as atividades educativas realizadas durante toda a semana e intensificadas aos sábados.

No último sábado (23), a Vigilância Epidemiológica realizou as atividades na Praça do Mercado Municipal e no Cidade Aracy, local onde já foram confirmados casos da doença. No bairro os agentes realizaram o bloqueio e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, inclusive com aplicação de larvicida.

De acordo com a Denise Scatolini, chefe da Seção de Apoio à Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade registra até o momento com 510 notificações, com 70 casos positivos de Dengue, 47 autóctones e 23 importados. Nenhum caso de Zika, Chikungunya ou Febre Amarela foi registrado até o momento.

As principais áreas de transmissão autóctone de Dengue são: Jardim São Carlos, Vila Prado, Bicão, Jardim Medeiros, Antenor Garcia, Monte Carlo, Vila Madre Cabrini, Vila Conceição, Boa Vista, Belvedere, Eduardo Abdelnur, Zavaglia, Cidade Aracy, Cruzeiro do Sul, Botafogo, Jockey Clube, Santa Felícia, Planalto Paraíso, Acapulco, São João Batista e Parque Primavera.
Levantamento realizado nos boletins de registro da atividade de bloqueio de criadouros, desencadeada em casos suspeitos e confirmados de Dengue, confirma que os principais criadouros encontrados são: prato de planta, vaso de planta, bebedouro de animal, depósito para horticultura, depósito não elevado, pneus, piscina fixa e móvel, lona, baldes, latas, frascos e plásticos em geral (inservíveis, ou seja, que devem ser jogados no lixo e não são, e aqueles utilizados pelo morador), material de construção e carriola.

A Vigilância Epidemiológica orienta para que as pessoas com qualquer sintoma da doença, como febre alta, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo e coceira, procurem inicialmente as unidades básicas ou de saúde da família mais próxima da sua residência.

Os moradores que tiverem alguma dúvida sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti podem entrar em contato com Vigilância Epidemiológica pelo telefone (16) 3307-7405.