Saudades do café na mesa do Le Gaban

Hoje somente por entrega

A pandemia nos tirou os melhores momentos da vida e estava fazendo uma reflexão hoje e lembrei de algo tão marcante, pelo menos para mim, que é um café com os amigos ou com a família.

Pensando nisso, bateu aquela tristeza, afinal sempre que podia saía de casa numa tarde e ia até o Le Gaban na Carlos Botelho para tomar um café, comer um pedaço de bolo, uma torta salgada e bater um papo agradável. Lá, passei momentos tão bons, tão simpáticos, com pessoas tão gentis, com atendimento cordato que fico pensando se esse terrível vírus nos devolverá isso novamente, será que conseguiremos?

Uma pessoa que sempre estava comigo no Le Gaban era a Elaine Kitatani que trabalha com o vereador Azuaite França. Muitas vezes tomávamos um café, conversamos sobre as coisas de São Carlos e ainda éramos servidos com aquele cardápio maravilhoso, porém tudo isso virou memória nessa época tão triste de COVID-19.

Lembro também de outro dia marcante, quando tomei um café com a então militante Raquel Auxiliadora, hoje a vereadora Raquel. Aquele dia foi tão bacana, conversamos sobre coisas importantes, sobre o futuro, as perspectivas e ali eu tive a certeza de que ela seria eleita, como de fato aconteceu e hoje representa as mulheres de São Carlos no Legislativo Municipal.

No Le Gaban encontrei amigos queridos que não via há décadas justamente porque passei por ali para tomar um café, então é possível perceber a dimensão social e de afeto que o Coronavírus nos tirou, né? Hoje, sem locais como estes, somos pessoas mais tristes, somos gente com um sentimento de ansiedade mais aflorado.

Uma vez também tomei um café com a minha amiga Mariana, que estava grávida. O local estava cheio, sentamos numa mesa de canto, chovia, e foi um café maravilhoso, porque ouvi ela me contando sobre a maternidade e as expectativas.

Como não poderia deixar de citar foi ali também que vi minha filha tomar um Milk Shake pela primeira vez e dizer: “Nossa, pai! Isso é gostoso!”

Quantos outros momentos como esses perdemos por causa da pandemia? Muitos, né?

Ainda, não posso esquecer, tem um café que eu marquei neste local com uma outra pessoa muitíssimo querida, mas ela não pode comparecer porque o filho estava doente. Esse eu espero para tomar depois da pandemia, porque isso tem que passar, não é?!

O que nos restou hoje, foi pedir a entrega e assim satisfazer uma vontade grande. Saudades do Le Gaban!

Renato Chimirri