Secretária fala sobre a polêmica do fechamento de salas de aula da Educação em São Carlos

A reportagem conversou com a Secretária de Educação, Cilmara Seneme Ruy, sobre a informação de que a Prefeitura estaria fechando pelo menos 40 salas de aula de sua rede em São Carlos, fato que motivou a convocação de buzinaço contra a iniciativa e muitos protestos nas redes sociais por parte dos profissionais da educação municipal. O caso se transformou numa grande polêmica na cidade.

Diante disso, Cilmara explicou que a Secretaria de Educação fez um levantamento das matrículas até esse momento e que houve pouca procura pelas mesmas e que não foram consolidadas algumas salas de aulas como nos outros anos. “Por isso ontem foi realizada uma reunião com os departamentos pedagógico e de supervisão e foi conversado com os diretores para que se estude uma forma de se divulgar mais essas aulas, pois é difícil para a secretaria abrir uma sala sem alunos”, disse.

Cilmara disse que a sala e a demanda só é confirmada se há professor, aluno e espaço físico. “Se não temos alunos matriculados fica difícil a abertura, porém não estamos falando em fechamento, mas na possibilidade de atribuir salas nesse momento sem alunos, porém, se não elas não forem consolidadas até março do ano que vem, não temos como mantê-las, seriam por volta de 40 salas”, afirma.

Questionada se a baixa procura é uma surpresa visto que havia expectativa de migração de alunos da rede privada para pública por conta da pandemia de COVID-19, Cilmara não considera a situação como surpreendente, visto que essas salas dos alunos menores (bebês e até dois anos). “São salas em que as mães tem muita preocupação com essa matrícula, porque não se sabe quando teremos o retorno das aulas presenciais, a mãe se preocupa, pode até fazer a matrícula, mas não sabe quando essas aulas voltarão, diante dessa incerteza, a matrícula acaba não sendo efetivada”, revela.

De acordo com Cilmara, as salas das demais idades oferecidas pela Prefeitura estão completamente cheias. “A situação por conta da pandemia é atípica, queremos estimular que esses pais façam essa matrícula, temos até fevereiro para realizar esse processo, o cenário é diferente, mas não podemos esconder que não temos alunos matriculados”, resumiu.