Secretário informa quais obras contra as enchentes estão sendo realizadas em São Carlos

Rotatória tomada pelas águas

O Secretário de Obras da Prefeitura Municipal, João Muller, conversou com o São Carlos em Rede e informou que o governo realiza diversas obras para tentar diminuir, sobretudo na região central, o flagelo das enchentes que tem causado prejuízos de milhões de Reais para os comerciantes e moradores deste espaço.

Muller explicou que as obras contra as enchentes, especialmente aquelas conveniadas com o governo do Estado de SP, no valor de R$ 10,5 milhões com uma contrapartida de R$ 1,1 da Prefeitura, estão caminhando com celeridade. “Encerramos a fase de licitação do Parque São José, sendo que a vencedora foi a DATEC, a previsão da obra era de R$ 7,6 milhões, mas ela será feita pelo valor de R$ 6,4 milhões, um deságio de 17%, a Bandeirantes foi a segunda colocada com a oferta de R$ 6,7 milhões para promover as intervenções”, disse.

Essa obra terá 40 mil metros de pavimentação, 17 mil metros quadrados de calçadas e também 8 mil metros lineares de guias e sarjetas. “Ocorrerão as obras de drenagem que servem para o combate às enchentes, pois vamos pegar parte dessa bacia hidrográfica e levaremos esta água para o reservatório de águas pluviais que é o chamado Piscinão do CDHU, essa é a primeira das obras contratadas”, revelou.

O secretário informou que a segunda obra contratada é aquela que irá interligar o córrego do Mineirinho a outro que fica na rotatória do Cristo na região do shopping Iguatemi. “Ali temos um problema sério, pois toda a vez que chove acima de 40 mm a vazão não comporta o volume de água que desce naquela região e que vem do Santa Felícia e cai no Gregório”, afirmou.

Segundo Muller, essa obra custará R$ 1,1 milhão e será executada por uma empresa chamada HT Construtora. No momento, essa intervenção tem o seu contrato elaborado.

As outras duas obras conveniadas com o governo estadual que são o muro do Jardim Gonzaga e também a ampliação da ponte do córrego atrás da linha férrea (obra fundamental para acabar com as enchentes) fracassaram. “As empresas compareceram, mas foram desclassificadas nas licitações ou por problema econômico ou técnico e agora a Prefeitura deverá relançar a licitação dessas obras, sendo que uma é orçada em R$ 2,2 milhões (ponte) e o muro do Gonzaga em R$ 650 mil”, informou.

Para Muller, também é importante destacar o Piscinão da Travessa 8 onde serão investidos quase R$ 4 milhões. A expectativa é que ele retenha água desde a Vila Pelicano, região do Senai, desde a Travessa 1 até a Travessa 8, fazendo com que seja retardado o volume de água que desemboca na Lagoa Serena. “Essa licitação seria no dia 23, hoje, quinta, mas tivemos o questionamento de um licitante e teremos que republicar o processo e como caiu na modalidade de concorrência pública precisaremos aguardar 30 dias depois de republicação”, acrescentou. “Isso será mais para o final de outubro”, estima.

A Prefeitura também executa mais três obras consideradas passivo ambiental em São Carlos que são referentes à drenagem. “Estamos construindo a drenagem e as galerias na Francisco Possa, numa nascente do Mineirinho, também aguardamos a autorização da Caixa para uma obra de drenagem no valor de R$ 1 milhão no Itimaraty, e estamos na fase de classificação da licitação para a contenção de uma grande erosão no Munique, essa obra custará R$ 400 mil”, diz.

Por Renato Chimirri