Secretário revela quais são obras que precisam ser feitas para acabar com as enchentes na Baixada do Mercado

Enchentes castigam São Carlos

Durante a audiência pública sobre a Secretaria de Obras nesta quinta, 24, o secretário João Muller disse que a administração municipal passou mais de um ano desde o dia 26 de novembro de 2020 quando choveu torrencialmente em São Carlos elaborando com especialistas e o Ministério Público um projeto executivo para poder buscar recursos e fazer as obras necessárias para acabar com o problema das enchentes no Centro da cidade.

Segundo Muller, hoje o município não tem este projeto e com isso não está capacitado para buscar recursos nas esferas estadual e federal no vulto que se precisa para realizar intervenções de porte.

A Prefeitura colocará na praça uma licitação para um contrato de R$ 1,2 milhão onde a empresa vencedora realizará um diagnóstico e mostrará o que precisa ser feito nos córregos do Simeão e do Gregório para acabar com as enchentes na região central.

Muller explicou que foram colocados tópicos nesta demanda da Prefeitura. “Um dos tópicos é fazer uma galeria do Simeão até o Gregório centralizada pela rua Episcopal para reduzir o volume de água na galeria que passa embaixo de lojas como a Casas Bahia, não haverá desativação porque ali se tem nascentes e temos uma questão de esgoto que cai neste local também”, avisou.

A ideia dessa galeria é captar um grande volume de água para que a mesma não escoe por cima, ou seja, na rua e se transforme em rios devastadores que invadem lojas e causam prejuízos. As águas que vem deste lugar se encontram com aquelas que chegam do Gregório e causam grandes e já conhecidos problemas na Baixada do Mercado. “Da Casa de Carnes Tamoyo para baixo ocorre o aumento do volume de águas”, lembrou.

Um outro ponto que o projeto executivo pretende elucidar é se há possibilidade de se construir mais um Piscinão para represamento de águas na região do Fórum Cível. Nesta obra seria captada a água da Raimundo Correa e adjacências segurando o volume por um tempo. “Há também a questão que queremos saber e que passa por possíveis barramentos dentro do córrego do Gregório, seria isso possível?”, indaga.

Esses barramentos poderiam começar desde a Educativa e chegar até a rua São Paulo, com isso o volume de água que vem dessa região não seria avassalador como estamos acostumados a ver durante as fortes chuvas que atingem São Carlos.

Uma outra questão que o projeto deverá responder passa pela possibilidade de baixar a calha do Gregório da Episcopal até a Visconde Inhaúma. “Se o rebaixamento da calha na Episcopal não for possível temos que saber se podemos construir uma galeria na rua 13 de Maio que não deixe essa água chegar na Baixada do Mercado, no caso a água vem da região da 15 de Novembro”, diz.

A Prefeitura quer um projeto executivo com valores daquilo que é possível ser implantado, inclusive com uma análise geológica da região. “Esse processo já está com o gabinete para colocar na praça, assumimos o compromisso com o Ministério Público de fazer em fevereiro, atrasamos um pouco, mas vamos realizar a demanda, isso é uma grande notícia para São Carlos, porque quando se vai pedir um recurso os governos cobram esse projeto e sem ele fica impossível conseguir qualquer valor para as obras”, detalha.

Muller deu um exemplo de como a falta desse projeto executivo tem atrapalhado São Carlos: “Estive com o vice-governador Rodrigo Garcia e pedi R$ 4 milhões para obras contra as enchentes, ele me perguntou se tínhamos projeto executivo, eu disse que não. O vice-governador afirmou que conhece São Carlos e explicou que não é com R$ 4 milhões que se resolve o problema das enchentes, mas com R$ 80 a R$ 100 milhões e que com um projeto executivo é possível detalhar os recursos e ver de que maneira é possível consegui-los nas diversas fontes de financiamento e a fundo perdido, sendo assim temos que investir nesse projeto com urgência”.