Serrinha do Aracy aguarda laudo e está no Mapa de Risco de erosão e deslizamentos de São Carlos

Deslizamento na Serrinha

A reportagem apurou na manhã desta quarta, 30, que a Serrinha do Aracy continua com área interditada para qualquer tipo de ocupação e aguarda um laudo geológico (peritagem) para que intervenções possam ser realizadas na área. Segundo o que a reportagem pode descobrir, a Serrinha está no mapa de riscos de São Carlos pois tem alta probabilidade de erosão e deslizamento em parte de sua área. A interdição está perto de completar dois meses.

No dia 2 de fevereiro foi realizada uma vistoria na Serrinha pela Defesa Civil juntamente com engenheiros das secretarias de Obras, Serviços Públicos e de Transporte e Trânsito, acompanhados pela geóloga do Núcleo de Pesquisa em Geotecnia, Geociências e Meio Ambiente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Marcilene Dante Ferreira, em virtude de deslizamentos ocorrido após a chuva do dia 1 de fevereiro. Nesta oportunidade ficou definido a interdição de uma das pistas da Serrinha do Aracy até que seja realizado um estudo técnico do que poderá ser realizado para eliminação dos riscos.

Naquele período, a Defesa Civil informou que em decorrência das chuvas que ultrapassaram 200 mm algumas pequenas rochas, classificadas de arenito, se desprenderam do paredão. “Com a chuva constante elas ficam encharcadas e podem deslizar, por isso a nossa primeira medida será a interdição parcial de uma das pistas de subida (sentido bairro/centro), local onde pode ocorrer o deslizamento de terra ou rochas”, explicou Pedro Caballero, diretor da Defesa Civil.

Em fevereiro, a Secretaria de Transporte e Trânsito interditou, além de uma das pistas no sentido bairro/centro, o que não impediu o trânsito de veículos, a calçada do lado direito da pista.

Naquele período, Caballero salientou que esperava o laudo. “Vamos aguardar o laudo que será realizado por especialistas para verificarmos o que poderá ser feito para eliminar qualquer risco de acidentes, uma vez que os motivos que desencadeiam esse processo estão ligados à forma de relevo, estrutura geológica do terreno, além das ações humanas que intensificam os deslizamentos”, finalizou Caballero à época.