Servidores municipais de Porto Alegre seguem em greve

Em greve desde o início do mês, os servidores públicos de Porto Alegre rejeitaram em assembleia, na última terça-feira (24), proposta enviada pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior e decidiram pela continuidade da paralisação, que já dura 21 dias, por tempo indeterminado.

A primeira reunião entre o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) e o prefeito Marchezan, no dia 19, terminou sem acordo. Marchezan ofereceu a garantia de que os projetos que prevê alterações no funcionalismo não serão votados nos próximos 40 dias. Além de criar um grupo de trabalho composto por representantes da prefeitura e do sindicato. “Ele nos encaminhou por escrito a proposta, mas nela não consta a participação do SIMPA no grupo de trabalho e nem como seria esta mesa”, fala a Diretora-Geral do Sindicato, Luciane Pereira.

A greve dos municipários da Capital iniciou no dia 05 de outubro, depois que Marchezan encaminhou para a Câmara Municipal projeto que altera leis do Estatuto dos Funcionários Públicos e planos de carreiras; extingue a licença-prêmio; regra o tempo e a forma do pagamento de servidores e pensionista e um projeto de Emenda à Lei Orgânica, que permite conceder serviços do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) à iniciativa privada.

Os servidores municipais também estão recebendo seus salários parcelados. “Queremos iniciar um diálogo efetivo com a prefeitura que não retire os nossos direitos”, diz Luciane.

Com a paralisação dos municipários, serviços das áreas de educação e saúde e do DMAE estão com atendimentos prejudicados.

Em resposta a ofício do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), que comunica o Executivo sobre a continuidade da greve, a prefeitura municipal posicionou-se novamente a favor do diálogo para buscar solução que coloque um fim no movimento.

O Executivo manifestou que, caso os grevistas reconsiderem o acordo apresentado no último encontro entre as partes, está pronto para realizar a primeira reunião com o Grupo de Trabalho (GT) já no próximo dia 1° de novembro.

O GT para discutir os projetos de lei dos servidores será formado por integrantes das secretarias da Fazenda, do Planejamento, da Procuradoria-Geral do Município, vereadores e sindicato.

A disposição da administração municipal é encerrar uma greve que não interessa coletivamente nem à gestão nem ao conjunto dos servidores, muito menos aos cidadãos que estão diretamente prejudicados pela precarização provocada pela paralisação parcial dos serviços públicos municipais.

Leia aqui ofício da Prefeitura encaminhado ao SIMPA.

Confira abaixo entrevista na íntegra com a diretora-geral do SIMPA, Luciane Pereira.