Nesta segunda-feira, 5, o Sindicato dos Metroviários e o PSol ingressaram ação na justiça contra o reajuste da tarifa da Trensurb. Conforme o presidente do sindicato, Luís Henrique Chagas, o aumento de R$ 1,70 para R$ 3,30 é abusivo. “Não podemos aceitar esse aumento despropositado na tarifa. O transporte é um direito de todo cidadão, como a saúde e a educação e precisa ser proporcionado pelo Estado”, afirma Chagas.
A ação vai basear-se no argumento de que o aumento de 94% é superior ao da inflação, que foi de 75% nos últimos dez anos. A vereadora de Porto Alegre pelo PSol, Fernanda Melchiona, diz que o reajuste foi feito sem transparência e controle social. Para a vereadora, o transporte público deve receber subsídios mas, antes de tudo, deve atender às necessidades da população. “O objetivo do transporte público é o de facilitar a mobilidade dos usuários e ajudar a facilitar na organização de trânsito das cidades e não o de visar o lucro”, comenta.
Segundo a Assessoria da Tresurb, o aumento está relacionado às despesas da empresa, que cresceu nos últimos anos em função da expansão do sistema até Novo Hamburgo, agregando cinco novas estações e 9,3 quilômetros de linha, aumentando os custos de funcionamento enquanto a tarifa manteve-se defasada, sem reajuste desde 2008. Nesses dez anos, a Trensurb viu todos os seus gastos com operação e manutenção crescerem 132%.
O Ministério Público Federal (MPF) de Novo Hamburgo também confirmou que vai abrir um inquérito civil para analisar os critérios para aumento da passagem. Para o procurador Celso Antônio Tres, a mudança representa uma “irresponsabilidade do governo”.
Confira na íntegra as entrevistas com o Presidente do Sindimetrô, Luis Henrique Chagas, e com a Vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchiona.
Foto: Marco Quintana/JC









