SP estuda eficácia da Coronavac contra a variante de Manaus do Coronavírus

Vacina Coronavac do Butantan/Tânia Rego

Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência de Combate à COVID-19, disse que até o final dessa semana é aguardado parecer sobre a eficácia da Coronavac na variante de Manaus, a P.1, que foi identificada, por exemplo, em pacientes de Araraquara. O médico explicou que na China testes comprovaram eficácia da vacina contra as variantes ingleses e sul-africana. “Há muito otimismo que a Coronavac seja eficaz contra a variante de Manaus”, ressaltou durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes na tarde desta segunda, 1.

Ele disse que isso será divulgado assim que o resultado estiver em pronto.

A vacina Coronavac que é de origem chinesa e fabricada em parceria com o Instituto Butantan no Brasil foi concebida com o vírus inativado, ou seja, ele é cultivado e multiplicado numa cultura de células e depois inativado por meio de calor ou produtos químicos.  Isso faz com que o corpo que receba a vacina com o vírus  (sem atividade) e assim passa a criar os anticorpos necessários que combatem a doença.

Dessa forma, as células começam à resposta imune achando os vírus inativados e os capturam. Isso liga os linfócitos, células que combatem os microrganismos. Os linfócitos produzem anticorpos, que se ligam aos vírus para impedir que eles infectem as células humanas.