Trabalhadores decidem paralisar o transporte coletivo em São Carlos após assembleia com o sindicato

Transporte vai parar!

Fotos: Maurício Duch

O usuário do transporte público em São Carlos deverá enfrentar uma paralisação do já precário serviço oferecido pela Suzantur, hoje dirigida pela Prefeitura que intervém na empresa desde o dia 23 de janeiro, a partir desta segunda, 19, a partir das 18h30.

Segundo Amador Bandeira, representante do sindicato, que comandou nesta tarde uma assembleia com a categoria, todos os trabalhadores foram unânimes em aderir à paralisação. “Portanto, a partir das 18h30 poderá ocorrer essa paralisação”, afirmou. “Existe a chance de acontecer nesta noite ou de madrugada, fica toda a população avisada de que é bem possível que não tenhamos ônibus rodando amanhã em São Carlos”, emendou.

O advogado do sindicato explicou que um dos motivos para a paralisação das atividades é a falta de segurança dos trabalhadores. “Hoje aconteceu um episódio no Cidade Aracy onde os trabalhadores foram obrigados a recolher os ônibus, muitos motoristas estão com medo de descer a Serrinha por conta de não se ter manutenção nos ônibus e também porque faltam carros nas linhas e o povo está enfurecido e com razão e assim eles decidiram fazer a paralisação”, ponderou.

Questionado sobre os 30% de veículos que deveriam estar na rua devido à paralisação, isso por força de lei, Amador Bandeira jogou a questão para essa terça. “Num primeiro momento é muito difícil colocar 30% nas ruas, amanhã o sindicato tentará atingir esse percentual para que possamos atender a legislação”, ressaltou.

Sobre as questões mecânicas dos veículos, Amador Bandeira afirmou que isso é apenas um dos problemas. O advogado diz que o FGTS do mês não foi recolhido, assim como falta registro para alguns empregados. “Tem também o caso de pagar em dinheiro, parcelado, o caso do tíquete, tudo isso levou os trabalhadores a um descontentamento, assim como o não cumprimento das verbas rescisórias, um compromisso assumido em documento, que seria até sexta-feira, tudo isso leva quem está na ativa a aderir a essa paralisação”, pondera.

O movimento deveria ter ocorrido nesta segunda, mas como o município, que intervém na empresa alegou problemas técnicos com a rede bancária, o prazo foi estendido para terça-feira, 20. “Não pagou, portanto agora a categoria resolveu fazer a paralisação”, criticou.

Amador Bandeira explicou que primeiro será feita a paralisação do serviço e que depois o movimento deverá caminhar para a greve. “Quando colocar 30% na rua poderemos fazer uma greve por prazo indeterminado, por enquanto é um protesto que pode começar hoje ou amanhã de madrugada, a categoria é que vai decidir”, disse. “A população não pode mais conviver com um transporte que não dá segurança para os trabalhadores e para os usuários, precisamos resolver as questões de uma vez por todas”, finalizou.