Travesti espancada: O caso Bruna merece apuração rigorosa

Bruna sofreu violência

É fato como mostram as imagens da respeitada ativista Angela Lopes que a jovem Bruna sentiu o peso da violência contra a população LGBTI+. A violência, segundo Angela, ocorreu no Cidade Aracy na semana passada e teria sido perpetrada por dois homens e isso merece investigação rigorosa. Sobre o caso, e isso precisa ser feito de maneira urgente.

Bruna, de acordo com o que li, só conseguiu atendimento porque se arrastou e um senhor notou as condições periclitantes em que ela estava e acionou o socorro. A jovem sofreu diversos ferimentos e hoje está se recuperando lentamente no hospital. A pergunta que fica em tudo isso é a seguinte: por que? O que leva pessoas a usar da violência contra a outra? Por motivo nenhum, de forma alguma, um ser humano merece passar pelo que Bruna passou, e que podemos observar no relato de Angela Lopes.

Todos os dias a população LGBTI+ é vítima de violência, sofre com preconceito, não tem seus direitos preservados. Quero lembrar que essas pessoas são seres humanos normais e companheiros como eu e você que lemos esse artigo e perante o Criador somos todos iguais, então por que dar tanta dor para uma pessoa? Angela fala em violência, em crime, contra uma jovem de apenas 21 anos que poderia ser minha filha, minha sobrinha, minha irmã, onde vamos parar?

Quer dizer que a população LGBTI+ não tem o direito nem de andar na rua mais nesse Brasil tão intolerante com reacionários inescrupulosos por toda parte? Já ocorreram outras violências com pessoas que simplesmente vivem do jeito que acham que devem e ninguém tem nada com isso, pasmem a pessoa apanha pelo jeito que escolheu viver!?! Fico aqui me perguntando: quando isso vai acabar?

Eu pude ver de perto o peso da intolerância quando na semana passada postei a foto do Extra com um anúncio de emprego que dizia que a população “trans” era bem-vinda. Deu pra ver gente tentando argumentar de todas as formas o seu preconceito, por causa de algo que nem lhes dizia respeito. Usavam a palavra “lacrar”, ao invés de usar “AMAR” e amar o próximo (SEM IMPORTAR QUEM SEJA E NÃO QUEM VOCÊ QUER AMAR, OK?), como dizia Jesus.

Neste momento, Bruna está hospitalizada e precisa se recuperar para poder contar o que aconteceu. Sei que há advogados envolvidos no caso e peço que tudo seja apurado, pois há tempos vejo a Angela Lopes denunciando a violência contra a população LGBTI+, tive aqui a ajuda do amigo José Carlos Bastos Jr que também me auxiliou a esclarecer a situação e confesso que fiquei perplexo ao ver tanta violência. Ninguém merece apanhar dessa forma, que mundo “cristão” é esse que vivemos? Onde estão as pessoas realmente decentes da sociedade?

Renato Chimirri