Triste: Quando você perde mais um amigo de escola

Anderson deixa legado de luz por onde passou

Quando recebi a informação de que o Anderson Moro havia falecido entrei em choque. Primeiro porque temos quase a mesma idade e fui tentar saber o que havia ocorrido com esse amigo com quem convivi por anos na mesma escola, uma tristeza profunda tomou conta de mim. Conversei com a Lisa Vaccari que me informou que ele teve complicações da COVID-19 e fiquei entristecido demais em saber que um homem tão gentil, educado e amigo de centenas de pessoas tinha partido.

Como disse a Lisa, o Anderson era gente boníssima, todos que o conheciam gostavam dele na hora. Essa partida tão precoce, além de ser uma dor incalculável para a família e para os amigos nos leva à reflexão que essa doença já tirou muitas pessoas queridas do nosso convívio e que é fundamental dizer: a pandemia não acabou. Assim como a Lisa tão bem informou, a família do Anderson mantinha todos os cuidados possíveis e imagináveis, outras famílias em São Carlos, no Brasil e no Mundo estão fazendo a mesma coisa, mas infelizmente acabaram atingidas por esse flagelo tão difícil de superar.

Nada do que eu possa escrever vai consolar ou confortar as pessoas que perderam o convívio diário com o Anderson, mas é importante frisar que por onde ele passou sempre fez o bem e sem olhar para quem e esse legado de vida é que deve nos inspirar para os próximos passos ainda nesta terrível pandemia que nos assola.

Depois que crescemos e mudamos de escola não tinha tanto contato com ele, afinal a vida encaminha as pessoas para lugares inimagináveis, mas sempre que o via recordávamos tempos do passado, da escola, das horas do chamado “recreio”, das músicas e das atividades que haviam naquele período.

Dói muito saber que isso não será mais possível e que uma pessoa com quem você conviveu por anos deixa sua família, é triste demais saber que tantos sonhos e projetos foram adiados por causa de uma doença, em um país com quase 600 mil vítimas e onde a vacinação começou tarde e poderia ter sido iniciada bem antes, não fosse a incompetência de governantes que se preocupam apenas com seu próprio umbigo.

O Anderson era um cidadão do bem, uma pessoa de paz, querida e respeitada na sociedade e sua partida deixa um vazio enorme que não poderá ser preenchido, afinal de contas pessoas que tem luz jamais serão substituídas por outras. Agora, lá no céu, resta apenas pedirmos para que ele possa olhar por nós, iluminar os nossos caminhos e fazer com que possamos aprender e suportar o fardo que é viver neste mundo, pois a partida do Anderson o deixou com certeza mais triste.

Fica aqui os meus sinceros votos de condolências à família e que todos em São Carlos e onde este texto possa chegar se lembrem que essa pandemia ainda está ceifando pessoas queridas de nosso convívio. Descanse em paz, Anderson!

Renato Chimirri