UFSCar busca voluntários que pratiquem corrida duas vezes por semana ou sedentários para pesquisa

Uma pesquisa de iniciação científica realizada na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem como objetivo verificar se a corrida de rua pode ser considerada um fator protetivo para sintomas de depressão. O estudo está convidando voluntários, sedentários ou que já pratiquem a corrida, para passarem por exames de sangue e entrevistas. A pesquisa é realizada pela graduanda em Psicologia, Rafaela Pereira, sob orientação de Gilberto Eiji Shiguemoto, docente do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFSCar.


Pereira explica que a motivação pelo estudo vem da escassez de pesquisas que expliquem os fatores biológicos que podem estar envolvidos na melhora da depressão por meio da prática do exercício físico. “Nesse sentido, o estudo quer saber se a corrida de rua pode ser um fator que proteja de sintomas depressivos por meio da comparação entre análises sanguíneas, biomarcadores e entrevistas dos participantes”, complementa a pesquisadora.


“A literatura mostra existir uma relação positiva entre a prática de exercícios físicos e a diminuição de sintomas depressivos, propiciando a melhora no quadro de depressão e na qualidade de vida dos indivíduos”, relata Pereira. De acordo com ela, a expectativa da pesquisa é contribuir para o entendimento do funcionamento biológico dessa influência da atividade física nos sintomas depressivos. Além disso, espera-se com o estudo confirmar os achados da literatura que indiquem essa relação positiva, reafirmando a importância dos exercícios como formas de tratamento complementar.


Durante a pesquisa, os participantes receberão material e orientações que abordam os benefícios físicos e psíquicos da prática física e serão incentivados a adotá-la ou mantê-la frequentemente.


Para realizar o estudo estão sendo convidados voluntários, homens ou mulheres, entre 18 e 45 anos, que sejam sedentários ou que pratiquem a corrida de rua pelo menos duas vezes por semana, e que não façam uso de medicamentos controlados, como os antidepressivos, por exemplo. Os voluntários passarão por coleta de sangue e responderão a entrevista e questionários. Os procedimentos têm duração média de 30 minutos e serão repetidos após dois meses.


Os interessados devem preencher um formulário online, disponível em encurtador.com.br/grIL5, e a pesquisadora entrará em contato para agendar a coleta. Outras informações podem ser solicitadas para a pesquisadora pelo e-mail rafa.pereira18@hotmail.com. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 00479218.2.0000.5504).