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USP São Carlos terá novo centro da FAPESP que usará inteligência artificial na busca por medicamentos

Sediado no IFSC da USP São Carlos e liderado pelo professor Adriano Andricopulo, CIAMED terá foco em doenças negligenciadas e emergentes e poderá receber até R$ 10 milhões por ano da FAPESP

Sediado no IFSC da USP São Carlos e liderado pelo professor Adriano Andricopulo, CIAMED terá foco em doenças negligenciadas e emergentes e poderá receber até R$ 10 milhões por ano da FAPESP

Sediado no IFSC da USP São Carlos e liderado pelo professor Adriano Andricopulo, CIAMED terá foco em doenças negligenciadas e emergentes e poderá receber até R$ 10 milhões por ano da FAPESP

USP São Carlos ganha mais um projeto científico de grande porte com potencial para ampliar sua presença no cenário nacional de pesquisa e inovação. O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) será sede do novo Centro de Inteligência Artificial Aplicada à Descoberta de Medicamentos para Doenças Negligenciadas e Emergentes (CIAMED).

O centro será liderado pelo professor Adriano Defini Andricopulo, atual diretor do IFSC/USP, e integra a nova geração de Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) anunciada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

O projeto coloca a inteligência artificial na busca por novos medicamentos, especialmente para doenças negligenciadas e emergentes, aproximando áreas como computação, química, biologia e saúde.

O CIAMED está entre os cinco novos CEPIDs selecionados pela FAPESP nas áreas de Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e Agronomia e Veterinária.

Inteligência artificial para acelerar descoberta de medicamentos

A proposta do novo centro é utilizar ferramentas de inteligência artificial para tornar mais eficiente uma das etapas mais complexas da pesquisa farmacêutica: a identificação de moléculas com potencial para se transformar em novos medicamentos.

A descoberta tradicional de um fármaco exige a investigação de um enorme número de moléculas, suas propriedades e a capacidade de interação com determinados alvos biológicos relacionados às doenças.

Com ferramentas computacionais e modelos de inteligência artificial, pesquisadores podem analisar grandes volumes de informações, identificar padrões e selecionar moléculas consideradas mais promissoras para as etapas seguintes dos estudos.

A expectativa é integrar diferentes campos do conhecimento para tornar a busca por candidatos a novos medicamentos mais racional e eficiente.

Doenças negligenciadas estão entre as prioridades

Um dos principais focos do CIAMED serão as doenças negligenciadas, que atingem principalmente populações vulneráveis e historicamente despertam menor interesse comercial para o desenvolvimento de tratamentos.

As doenças emergentes também estarão no centro das pesquisas. Nesse grupo estão problemas que podem surgir ou se disseminar rapidamente, exigindo respostas científicas igualmente rápidas.

É justamente nesse cenário que a capacidade de processamento e análise proporcionada pela inteligência artificial poderá desempenhar papel estratégico.

Centro será liderado por Adriano Andricopulo

A coordenação ficará sob responsabilidade do professor da USP São Carlos, Adriano Defini Andricopulo, pesquisador do IFSC, com trajetória científica ligada à química medicinal e à descoberta de fármacos.

Também integrarão o CEPID os pesquisadores André Luís Berteli Ambrosi, Glaucius Oliva, Leonardo Luiz Gomes Ferreira, Rafael Victório Carvalho Guido e Nelma Regina Segnini Bossolan. Nelma será responsável pela coordenação do setor de difusão e divulgação científica.

A instalação do CIAMED reforça ainda a posição de São Carlos como polo de ciência e tecnologia, reunindo em um mesmo projeto conhecimentos das ciências físicas, químicas, biológicas, computacionais e da saúde.

Novo CEPID poderá receber até R$ 10 milhões por ano

Além da relevância científica, chama a atenção a dimensão do programa.

Segundo as condições da chamada da FAPESP, cada novo CEPID poderá receber financiamento anual de até R$ 10 milhões durante uma fase inicial de cinco anos.

O apoio poderá chegar a 11 anos, condicionado às avaliações e regras estabelecidas pelo programa.

Esse horizonte permite desenvolver pesquisas que dificilmente seriam realizadas em projetos de curta duração. Além da produção científica, os CEPIDs trabalham com formação de pesquisadores, infraestrutura, inovação, transferência de tecnologia, educação e divulgação científica.

Os cinco novos centros anunciados se juntarão aos 12 CEPIDs que já estavam em operação.

USP São Carlos na fronteira da inteligência artificial aplicada à saúde

A criação do CIAMED coloca a USP São Carlos em uma área que deverá ganhar cada vez mais espaço na pesquisa científica: a utilização da inteligência artificial para compreender moléculas, proteínas, interações biológicas e grandes bases de dados.

Mais do que utilizar IA como ferramenta auxiliar, a proposta é integrá-la ao próprio processo de descoberta de medicamentos.

Com uma estrutura de pesquisa de longo prazo e a participação de especialistas de diferentes áreas, o novo centro nasce com o desafio de transformar conhecimento científico em soluções capazes de produzir inovação e impacto para a sociedade.

O anúncio oficial dos cinco novos CEPIDs pode ser consultado na página da FAPESP sobre os novos centros.

Com informações Rui Sintra – IFSC/ USP São Carlos

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