Veja o que vai acontecer nas Olimpíadas mais tecnológicas da história

            Os Jogos Olímpicos são um dos eventos mais importantes do planeta, tanto pela quantidade de público que atraem, quanto pela sua história. Eles costumam acontecer em intervalos de quatro anos, contudo, neste ano de 2020, por conta da crise sanitária, a celebração do esporte precisou ser adiada para garantir a segurança tanto do público quanto dos atletas.

            Assim sendo, o evento foi remanejado para meados de 2021, mas você não precisa esperar até lá para dar seus palpites em torneios esportivos de grande porte, já que o melhor site de apostas, disponibiliza uma gama de plataformas que abordam os principais campeonatos do planeta. Quanto às Olimpíadas, uma coisa não mudou: elas continuarão sendo sediadas em Tóquio, uma das cidades mais tecnológicas do mundo. O aspecto inovador da capital japonesa já está influenciando os futuros Jogos Olímpicos, e uma das coisas que mais vêm chamando a atenção é o cuidado com a sustentabilidade, que vem sendo cada vez mais fomentado desde a edição do Rio de Janeiro em 2016. Com isso, separamos algumas novidades interessantes que foram desenvolvidas para esta edição das Olimpíadas.

            Locomoção

Visando diminuir os danos ambientais, a organização dos jogos buscou alternativas de transporte sustentável para os atletas, comissão técnica e demais funcionários, que terão de se deslocar da Vila Olímpica até os locais de competição, como arenas, ginásios e estádios. Para isso, a Toyota criou um automóvel elétrico autônomo conhecido como APM (Accessible People Mover), que tem autonomia de 100 km utilizando somente uma carga de bateria, sendo ideal para deslocamentos a curta distância.

            A montadora anunciou que pelo menos 200 unidades de APM estarão à disposição do Comitê Olímpico para a efetuar a locomoção entre os espaços. Já para as viagens de longa distância, os veículos utilizados serão os comuns. Porém, a Toyota também irá disponibilizar versões do APM adaptadas com macas, que podem ser utilizadas em atendimentos emergenciais. Com essas propostas, a empresa além de inovar, irá gerar uma maior efetividade nos deslocamentos de curta distância.

            As medalhas

Obviamente, o ápice das Olimpíadas são as premiações, no caso, as medalhas. Elas contarão com diversos detalhes que remetem à cultura do Japão, e os materiais da sua confecção continuarão os mesmos: bronze, prata e ouro. Contudo, há um fato curioso na extração desses metais. No Japão, eles reciclam vários materiais eletrônicos que utilizam esses metais na composição dos seus componentes, e dentro do processo de reciclagem, eles conseguiram separar a matéria-prima que irá ser utilizada para confeccionar as medalhas. O projeto conseguiu separar 2.200 kg de estanho e cobre, que são utilizados para fabricar o bronze, um pouco mais de 3.500 kg de prata, e cerca de 32 kg de ouro. Para alcançar essa quantidade, foram recicladas mais de 79 mil toneladas dos mais variados aparelhos eletrônicos avariados (câmeras digitais, notebooks, videogames, smartphones, entre outros). A coleta destes produtos foi realizada entre 2017 e 2019, e eles foram doados pela população em benefício da sustentabilidade.

Construção dos pódios

Ainda focando na sustentabilidade, os pódios que irão comportar os esportistas no momento das premiações serão construídos com plásticos recicláveis. Ao total, 100 palanques serão utilizados durante a competição – o plástico para construí-los virá de um trabalho de coleta seletiva que tem previsão de arrecadar cerca de 45 toneladas do material. Além deles, plásticos encontrados no oceano durante limpezas marítimas também serão utilizados. Já a empresa responsável pela confecção dos pódios será a Procter & Gamble, que prometeu que seus produtos deverão ter um menor impacto ao meio ambiente, já que a matéria-prima não será extraída da natureza.

Papelão

O papelão pode não parecer um material muito resistente, porém se combinado com algumas partes de madeira, é possível criar um móvel interessante. Os atletas nas Olimpíadas utilizarão camas feitas com o composto reciclado, e serão cerca de 18 mil no total. Elas serão produzidas pela Airweave, uma marca especialista na criação de colchões, que aderiu à ideia. Um dos fatos que chamam mais a atenção, é que cada cama suporta um peso de até 200 kg, sendo mais resistentes que muitas feitas exclusivamente de madeira. Além disso, os colchões utilizados terão componentes de plástico reciclado.