Vereadores que apoiam Airton devem ser favoráveis a veto em projeto que proíbe pulverização de agrotóxicos com aviões em São Carlos

Veto foi discutido
Veto foi discutido

Veto foi discutido ontem durante reunião da base

Os secretários de Governo de São Carlos, Netto Donato, de Relações Legislativas e Institucionais, Mateus de Aquino e de Comunicação, Leandro Severo, se reuniram na tarde desta segunda-feira (04/09), no Paço Municipal, com 16 dos 21 vereadores. Na pauta da reunião a discussão foi a base de apoio do governo Airton Garcia no poder legislativo. Aprimorar as demandas e discutir os projetos encaminhados para a Câmara também fizeram parte da pauta.

O veto ao projeto de lei Nº 513 que prevê a proibição de pulverização aérea de agrotóxicos por meio de aeronaves tripuladas foi outra questão discutida. A Procuradoria Geral do Município (PGM) entende que o projeto é inconstitucional e já com jurisprudência. A ideia é vetar, porém criando uma nova agenda com o Legislativo, o mais breve possível, para a elaboração de um projeto de lei que deverá privilegiar meio ambiente, empregos e economia.


Participaram da reunião André Rebello (União Brasil), Bruno Zancheta (PL), Cidinha do Oncológico (PP), Dé Alvim (Solidariedade), Elton Carvalho (Republicanos), Fabio Zanchin (MDB), Gustavo Pozzi (PL), Laíde das Graças Simões (PSDB), Lucão Fernandes (MDB), Malabim (PTB), Marquinho Amaral – presidente da Câmara Municipal (Podemos), Moisés Lazarine (União Brasil), Robertinho Mori (União Brasil), Sérgio Rocha (PTB), Tiago Parelli (PP) e Ubirajara Teixeira – Bira (PSD). A Procuradora Geral do Município, Aretha Contin, também participou da reunião.

O que é um veto?

O veto de um prefeito a um projeto de lei é um ato pelo qual o prefeito, que é o chefe do Poder Executivo municipal em um governo local, se recusa a promulgar ou sancionar um projeto de lei aprovado pela câmara municipal ou legislativo local. Esse poder de veto é uma das prerrogativas do chefe do Executivo em muitos sistemas políticos, incluindo o sistema democrático brasileiro.

Quando um projeto de lei é aprovado pelo legislativo municipal, ele normalmente é encaminhado ao prefeito para que seja promulgado e se torne uma lei municipal. No entanto, o prefeito pode exercer o direito de veto por várias razões, como discordar do conteúdo do projeto de lei, considerar que ele é inconstitucional, acreditar que ele terá impactos financeiros negativos no município, entre outros motivos.

O veto do prefeito pode ser total ou parcial. Um veto total significa que o prefeito se opõe completamente ao projeto de lei e, portanto, ele não se torna uma lei. Um veto parcial significa que o prefeito concorda com parte do projeto, mas veta ou sugere emendas a outras partes. Nesse caso, as partes não vetadas ou emendadas podem se tornar lei se o legislativo local aceitar as mudanças propostas.

Para derrubar um veto do prefeito, geralmente é necessário um voto da maioria qualificada do legislativo municipal. Esse processo varia de acordo com a legislação municipal e pode exigir uma maioria de dois terços ou três quartos dos votos dos legisladores para superar o veto do prefeito. Se o veto for derrubado, o projeto de lei se torna lei, mesmo contra a vontade do prefeito.

Veto: pulverização é técnica controversa

A pulverização aérea com agrotóxicos é uma técnica agrícola que envolve o uso de aeronaves, como aviões ou helicópteros, para aplicar produtos químicos, como pesticidas, herbicidas e fungicidas, sobre cultivos agrícolas. Essa técnica é utilizada para controlar pragas, doenças e plantas daninhas que podem prejudicar a produtividade das lavouras. No entanto, a pulverização aérea com agrotóxicos é um tópico controverso e gera debates em muitos lugares devido a preocupações ambientais e de saúde pública. Aqui estão alguns pontos importantes a serem considerados:

Eficiência: A pulverização aérea pode ser eficaz para cobrir grandes áreas de cultivo de maneira rápida, o que pode ser útil em áreas extensas ou em casos de infestações graves de pragas ou doenças.

Redução de perdas agrícolas: Ao controlar pragas, doenças e plantas daninhas, a pulverização aérea pode ajudar a reduzir as perdas nas colheitas e, assim, aumentar a produtividade agrícola.

Riscos para a saúde humana e ambientais: A pulverização aérea com agrotóxicos pode resultar na dispersão de produtos químicos no ar e na contaminação de áreas vizinhas, incluindo a água potável, o solo e os ecossistemas circundantes. Isso pode representar riscos para a saúde humana e a biodiversidade.

Deriva e contaminação: A deriva de agrotóxicos pode ocorrer quando os produtos químicos pulverizados no ar se deslocam além do alvo pretendido devido ao vento ou outras condições climáticas. Isso pode afetar áreas residenciais, corpos d’água e cultivos não destinados à pulverização.

Regulamentação: A utilização de agrotóxicos, incluindo a pulverização aérea, é geralmente regulamentada pelos governos para garantir que os produtos químicos sejam usados de maneira segura e responsável. Os agricultores devem seguir diretrizes específicas e obter licenças para realizar a pulverização aérea.

Alternativas: Existem alternativas à pulverização aérea, como a aplicação terrestre de agrotóxicos, o uso de cultivos resistentes a pragas, práticas de manejo integrado de pragas e o desenvolvimento de produtos químicos mais seguros e sustentáveis.

Em resumo, a pulverização aérea com agrotóxicos é uma técnica controversa que apresenta benefícios e riscos. É importante que a utilização dessa técnica seja feita de maneira responsável, levando em consideração os potenciais impactos ambientais e de saúde, e seguindo as regulamentações e diretrizes adequadas. A agricultura sustentável e a pesquisa contínua de métodos mais seguros são fundamentais para minimizar os riscos associados ao uso de agrotóxicos.

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