
O interior de SP passa por dias terríveis. A semana passada, uma sexta-feira 13 de muita dor para todos com a morte do jovem André Alves da Silva. Pereceu, como todos sabemos, na esquina da avenida São Carlos com a Jesuíno de Arruda, uma dor sem tamanho para todos que tem um pouco de empatia com o ser humano, mas não para aqueles que assistiram a tudo como se estivessem numa arena de gladiadores e foram muitas pessoas que se comportaram pessimamente desta forma. Aqui cabe à pergunta: vocês já refletiram sobre a vossa postura? Não doeu o coração de cada um? Cada comentário, cada gritinho…
Não tivemos nem tempo de chorar a tragédia em São Carlos, agora estamos diante do crime de Assis, onde um pequeno foi covardemente assassinado. Praticamente as pessoas de todo o Estado de SP através de suas redes sociais e canais de informação deram um jeito de postar a foto do Mateus Bernardo Valim de Oliveira, um lindo garoto, de apenas 10 anos, mas que infelizmente foi encontrado sem vida, mais uma brutalidade que nos deixa atônitos, sem chão e sem perspectiva, sobretudo porque somos pais. Tenho uma filha de 13 anos e senti a dor dela ao tomar conhecimento de que um pequeno que poderia ser seu amigo acabou morrendo de forma tão cruel.
A pergunta que fica é essa: o que acontece com as pessoas? Por que tanta maldade? Onde iremos parar enquanto sociedade? O problema da maldade vem de tempos, não é de hoje, parece que nasceu dentro do coração de alguns humanos e crimes como esse do pequeno Mateus que foi localizado perto de um rio abrem uma ferida em nosso peito que nunca cicatrizará, especialmente para quem acompanhou o trabalho jornalístico dos colegas de Assis mostrando a agonia de se procurar por esta criança.
Você consegue imaginar a dor desse papai e dessa mamãe? Ouso dizer que está na mesma proporção da família do André. É algo que não conseguiremos medir, jamais teremos alguma noção. Só saberemos o que realmente eles estão passando quando formos alcançados por uma situação dessa magnitude. Essas pessoas estão vivendo uma realidade duríssima, cruel, e nós, aqui do nosso canto, não podemos fazer nada, além de hipotecar solidariedade e fazer orações por todos, inclusive pelo André e pelo Mateus, mas muito também, por seus familiares.
Não tem vozes de cabeça, não tem nada, nenhuma doença, na minha modesta opinião, que nos permita agir cruelmente contra uma vida, seja ela de uma criança, de adulto, de um idoso ou de um animalzinho. Nada justifica tirar a vida de ninguém, sob nenhuma hipótese. Nem vou falar da forma como a pequena vítima foi localizada, isso é crime mais que hediondo e deveria dar prisão perpétua, dispositivo que não existe no Brasil.
O fato, o maior de todos, é que mortes bárbaras, perto do Natal, um tempo onde deveria imperar a união, a esperança e não apenas a data comercial, são aviso, dos mais duros possíveis, de que nossa sociedade vai mal, de que há pessoas que se regozijam com a dor alheia e que cabe aqueles que lutam por esperança tentar ser bálsamo na vida de quem está sofrendo.
À família do anjo Mateus meu sincero respeito e que sua alma, inocente e pura, encontre o descanso eterno na morada do Criador.
O fim de 2024 está sendo muito dolorido.







