Bolsa levada na agropecuária, celular tomado de jovem na Carlos Botelho e abordagens frequentes nos bairros; Está difícil!

Celular tomado na Carlos Botelho

Furto na frente da agropecuária. Bolsava levada e prejuízo à proprietária. Recentemente, uma jovem que estava trabalhando na esquina da Carlos Botelho com a Dom Pedro II acabou abordada por um marginal que lhe levou o celular. Populares correram atrás do ladrão e o prenderam, depois a Guarda Municipal terminou de efetuar o flagrante.

No horário do almoço desta sexta, 31, aconteceu com este editor. Estava no Centro a trabalho e fiz algumas reportagens, como não consegui ir para a casa, precisei almoçar num restaurante da região central.

Cheguei nas imediações do Cantos e Contos e um homem andou do meu lado e ficou insistindo para eu dar alguma coisa para ele. Em dado momento, o mesmo chegou a enfiar a mão no bolso. Não tirou nada, mas situação chega a intimidar ou dar um certo receio. No fim das contas, esse que me abordou queria dinheiro para comer. Eu lhe ofereci comida e ele aceitou.

Contudo, as abordagens e os furtos estão frequentes. Uma casa foi invadida na Bela Vista. Moradores do Boa Vista dizem que não aguentam mais os chamados “nóias” que ficam o dia todo nas portas batendo e pedindo dinheiro para comprar crack. A situação se repete na região da Grande Vila Prado e também na Redenção.

No Cardinalli, uma moradora procurou a reportagem para relatar que chega sempre por volta das 21h em casa, depois do trabalho num comércio de sua família. Ela disse que tem muito medo de ser abordada quando entra na residência. Quando portão sobe e desce, fica a incerteza de encontrar alguém na garagem.

Uma amiga que reside no Cidade Aracy e trabalha numa empresa que tem o expediente até às 20h30 falou que semana passada precisou andar um pouco mais rápido para entrar em casa, pois um homem lhe pedia dinheiro para comprar drogas. Segundo ela, o pedido foi aos berros, uma situação bastante assustadora.

Um trabalhador que mora na região do Jóquei Clube disse que em alguns dias as abordagens chegam a irritar. Ele conta que é uma situação bastante complicada.

O Centro da cidade está perdido de gente pedindo, bastar dar um rolê pela Baixada do Mercado ou então passear pela região da Praça XV. Há pequenos furtos, há grandes furtos e assaltos. Essas situações parecem que sempre aumentam, embora as autoridades em qualquer esfera venham com números falando de diminuição.

O fato é que tudo tem uma raiz: drogas, especialmente o crack. Quando o usuário está na fissura, qualquer oportunidade se transforma numa chance de novamente abordar alguém.

O que faremos? Não sei. A minha função é relatar todas as informações que recebi nestes últimos dias.

Temos que lembrar que as autoridades, novamente em qualquer esfera, parecem que não tem uma política realmente efetiva para o combate à essa situação que se tornou uma praga no Brasil.

Renato Chimirri