Em agosto, o VW Polo perdeu o posto de carro mais vendido para o Chevrolet Onix
O Chevrolet Onix renasceu nos dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, que mostram que o setor automobilístico experimentou uma queda de 8,73% no último mês, considerando a soma de automóveis e comerciais leves. A situação poderia ter sido ainda pior se não fosse pelo desempenho positivo das picapes. Quando nos concentramos apenas nos carros de passeio, as vendas apresentaram uma redução significativa de 13,2%.
Em relação às montadoras, a Fiat mantém uma sólida liderança, com 45.479 unidades emplacadas. O Chevrolet Onix ajudou a marca a ficar na segunda posição geral, registrando 29.639 veículos, desbancando a Volkswagen (28.806) para o terceiro lugar. Esse resultado é particularmente relevante para a GM, pois contribuiu para reduzir a diferença no acumulado do ano. Embora ainda esteja na terceira posição, com 208.352 unidades, a fabricante norte-americana está se aproximando da VW, que possui 208.780 veículos emplacados, uma diferença de apenas 428 unidades.
Um dos fatores que impulsionaram o desempenho da GM foi o sucesso do Chevrolet Onix, que, apesar de registrar menos vendas em comparação com julho, conseguiu emplacar 8.345 unidades, superando o VW Polo. O hatch alemão enfrentou uma queda mais acentuada, fechando o mês com apenas 8.200 unidades vendidas. O Hyundai HB20 também apresentou uma redução menor em relação ao Polo, com 8.053 veículos vendidos em agosto. Uma surpresa foi a presença do BYD Dolphin no ranking, com 467 unidades emplacadas no acumulado, sendo que 371 veículos foram registrados no mês passado.
Andreta Jr., presidente da Fenabrave, explica: “As ações do Governo Federal permitiram o acesso do consumidor, que havia perdido poder compra, aos veículos de entrada, o que demonstrou que o fator preço influencia na escala necessária para a recuperação do setor. As Medidas Provisórias foram muito importantes para aquecer, momentaneamente, o mercado, mas o resultado de automóveis, em agosto, agravado pela piora na oferta de crédito, já deixa clara a necessidade de uma política de fomento industrial de longo prazo. Isso porque algumas marcas ainda tinham saldo de veículos com descontos patrocinados a oferecer, o que fez com que o resultado não fosse ainda pior”.
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