Condenado por exploração sexual, irmão de Garotinho assumirá como deputado

Com a ida para o Ministério do Trabalho, Cristiane Brasil (PTB-RJ) deixa aberto seu lugar na Câmara, que será ocupado pelo suplente Nelson Nahim (PSD-RJ), irmão do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Assim como Garotinho, que ficou preso por cerca de um mês no final do ano passado por crimes eleitorais, Nahim também é ex-presidiário. 

Condenado a 12 anos de prisão por exploração sexual de menor, o ex-presidente da Câmara de Campos dos Goytacazes chegou a ficar preso por mais de quatro meses, mas foi solto em outubro do ano passado graças a um habeas corpus.

Ele foi condenado por estupro de vulnerável, coação no curso do processo e exploração sexual de adolescentes no caso que ficou conhecido como “Meninas de Guarus”.

Como suplente, na atual legislatura, Nahim já assumiu mandato de deputado federal por duas vezes, em dezembro de 2015, por apenas um dia, e em janeiro de 2017, por cerca de duas semanas. 

Antes de conseguir a vaga como suplente de Cristiane Brasil, Nahim era o primeiro da lista para substituir o “deputado presidiário” Celso Jacob (PMDB-RJ).

Em 2014, o irmão de Garotinho obteve 25.872 mil votos no estado do Rio de Janeiro.

O caso “Meninas de Guarus”

Ao todo, 14 pessoas foram condenadas no caso “Meninas de Guarus”, que começou a ser investigado em 2009. De acordo com a denúncia, os réus mantinham e exploravam sexualmente crianças e adolescentes, entre 8 e 17 anos, em uma casa em Guarus, distrito de Campos.

O lugar era mantido com as portas e janelas trancadas, sempre sob vigília armada, e as vítimas eram obrigadas a consumir drogas. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, elas chegavam a fazer 30 programas por dia.

Após a negociação do valor do programa, as vítimas eram levadas de carro até os “clientes” para realizar programas sexuais em diversos motéis e alguns hotéis da cidade.

Pelos programas realizados, recebiam comida e drogas e, em alguns casos, uma parte do valor pago pelo “cliente”. O bando também firmou convênios com proprietários de hotéis e motéis locais, onde parte dos encontros era realizada.

Fonte: Metrópoles, G1 e Carta Capital