
As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos, morreram na noite deste sábado (15) durante a última etapa do complexo processo cirúrgico para separá-las. As meninas nasceram unidas pela cabeça, condição conhecida como craniopagia, e eram acompanhadas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP/USP). As informações são do G1 Ribeirão Preto.
A cirurgia realizada neste sábado era a quinta e última etapa do tratamento e teve aproximadamente 15 horas de duração. Segundo informações divulgadas pelo hospital, mais de 50 profissionais, entre equipes médicas, assistenciais e de apoio, estiveram envolvidos no procedimento.
As quatro cirurgias realizadas anteriormente haviam sido concluídas com sucesso e faziam parte de um planejamento iniciado ainda em 2024, em Ribeirão Preto.
Apesar de todo o trabalho das equipes e do acompanhamento realizado ao longo dos últimos anos, as crianças não resistiram à etapa final da separação e morreram na noite de sábado.
O hospital confirmou as mortes por meio de comunicado. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as intercorrências que teriam ocorrido durante o procedimento ou as causas específicas que levaram aos óbitos.
Heloísa e Helena eram de São José dos Campos
As meninas eram naturais de São José dos Campos (SP). Desde 2024, o caso vinha sendo acompanhado pelas equipes especializadas de Ribeirão Preto, que preparavam cuidadosamente as diferentes fases necessárias para a separação.
O sepultamento de Heloísa e Helena está previsto para ocorrer neste domingo (16), em São José dos Campos.
A morte das crianças encerra de uma maneira que toda a sociedade não queria, um tratamento de extrema complexidade que mobilizou dezenas de profissionais e envolveu meses de preparação. Sem dúvida, algo que coloca toda a comunidade em luto.
Cirurgia de gêmeos craniópagos é de alta complexidade
Gêmeos craniópagos são aqueles que nascem unidos pela região do crânio. A separação é considerada uma das intervenções mais delicadas da medicina, principalmente devido ao possível compartilhamento de vasos sanguíneos e outras estruturas importantes.
O HC de Ribeirão Preto possui experiência nesse tipo de procedimento e ganhou projeção internacional depois de realizar, em 2018, a primeira separação bem-sucedida de gêmeas craniópagas na América Latina. Neste caso, os médicos fizeram grandes esforços ao longo de todo o tratamento, mas infelizmente os óbitos foram registrados.
O caso de Heloísa e Helena mobilizou uma ampla estrutura hospitalar e diferentes especialidades ao longo das cinco etapas planejadas. A instituição lamentou profundamente a morte das crianças.
Estamos todos em luto.
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